Flávio Bolsonaro cita cláusula de confidencialidade após conversas sobre R$ 134 milhões virem a público
Em entrevista à GloboNews, senador disse que vínculo com Daniel Vorcaro se limitava ao financiamento do filme “Dark Horse” e gerou disputa de narrativas nas redes.
15/05/2026 às 12:44por Redação Plox
15/05/2026 às 12:44
— por Redação Plox
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A entrevista do senador Flávio Bolsonaro (PL) à GloboNews, exibida na quinta-feira (14/5), provocou forte repercussão nas redes sociais e alimentou uma disputa de narrativas entre críticos e apoiadores do parlamentar. No X (antigo Twitter), a maior parte das reações se concentrou na explicação apresentada por ele para ter negado anteriormente qualquer relação com o banqueiro Daniel Vorcaro.
Flávio Bolsonaro (
Foto: Geraldo Magela/Agência Senado)
Na conversa com a emissora, Flávio afirmou que a negativa ocorreu porque estaria sujeito a uma cláusula de confidencialidade ligada ao financiamento do filme Dark Horse, uma produção sobre a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). De acordo com o senador, o vínculo com Vorcaro se limitava ao projeto audiovisual.
Justificativa citou contrato ligado a filme
Ao abordar o tema na entrevista, Flávio atribuiu a omissão a um compromisso contratual de sigilo.
“Quando eu nego que conhecia ou tive contato com ele é porque tinha uma cláusula de confidencialidade nesse contrato”, declarou o parlamentar.
As declarações foram dadas depois que vieram a público conversas nas quais o senador cobrava R$ 134 milhões de Daniel Vorcaro para viabilizar a produção do filme. Antes disso, Flávio havia dito ao site The Intercept Brasil que não tinha qualquer vínculo com o empresário.
Críticas e ataques dominaram parte dos comentários
Entre usuários que rejeitaram a explicação do senador, surgiram mensagens acusando o parlamentar de mentir e apontando um suposto padrão de negativas mesmo diante de evidências. Comentários compartilharam trechos da participação na GloboNews para reforçar a crítica à justificativa do senador.
Também apareceram publicações sustentando que a estratégia do grupo político seria insistir na negativa mesmo com provas. Em meio a esse tom, alguns perfis fizeram acusações generalizadas à família Bolsonaro, classificando a entrevista como mais um episódio desse comportamento.
Defesa do senador mirou a emissora e citou Banco Master
Do outro lado, apoiadores de Flávio Bolsonaro saíram em defesa do senador e direcionaram críticas à GloboNews e à TV Globo. Parte dessas mensagens mencionou investimentos publicitários do Banco Master na emissora, argumentando que, se seria inadequado financiar um filme, também deveria haver questionamento sobre recursos destinados à publicidade.
Entre as manifestações favoráveis ao senador, houve ainda quem cobrasse a apresentação do documento citado por ele, exigindo a divulgação do contrato com a suposta cláusula de confidencialidade. A cobrança foi acompanhada de críticas ao que esses usuários descrevem como um “roteiro” de negar, minimizar e atacar quem divulga denúncias.
CPMI do Banco Master entrou no debate
Outra linha de defesa nas redes mencionou a proposta de criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para apurar o Banco Master. Perfis afirmaram que Flávio seria favorável à iniciativa e, ao mesmo tempo, acusaram partidos de esquerda de não aderirem ao pedido de investigação.