Lula diz que vazamento de áudios sobre Flávio Bolsonaro deve ser tratado pela polícia

Presidente evitou comentar o conteúdo das gravações e orientou que os questionamentos sejam direcionados à Polícia Federal.

15/05/2026 às 08:20 por Redação Plox

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quinta-feira (14) que o vazamento de áudios envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o banqueiro Daniel Vorcaro deve ser tratado pelas autoridades policiais. Em conversa com jornalistas, Lula evitou comentar o conteúdo das gravações e disse que sua prioridade é cuidar de temas ligados ao país, como Petrobras e emprego.

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva

Foto: Ricardo Stuckert / PR


Presidente evita entrar no mérito e remete apuração à PF

Questionado por repórteres, Lula disse que não faria avaliações sobre o episódio e reforçou que não cabe a ele conduzir ou opinar sobre investigações. No relato, o presidente mencionou que não é policial nem procurador-geral e sugeriu que os questionamentos sejam direcionados à Polícia Federal.

É um caso de polícia, não é meu. Eu não sou policial, eu não sou procurador-geral. O caso dele é de polícia. Tem algum delegado aqui? Não tem. Então, vá na primeira delegacia da Polícia Federal e pergunta como vai ser tratado o caso dele. O meu caso é tratar do povo brasileiro, tratar da Petrobras e tratar do emprego – afirmou.

Lula

O que dizem os áudios atribuídos a Flávio Bolsonaro

De acordo com a matéria, as gravações registram o senador pedindo dinheiro a Daniel Vorcaro para cobrir despesas relacionadas ao filme Dark Horse, obra que retrata a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro. O texto informa ainda que o conteúdo teria sido gravado em 16 de novembro de 2025, um dia antes de Vorcaro ser preso pela primeira vez, e que as tratativas ocorreram antes da detenção do banqueiro.

Senador fala em patrocínio privado e nega recursos públicos

Ao apresentar sua versão, Flávio Bolsonaro declarou que a conversa com Vorcaro se limitou à busca de patrocínio privado para a produção audiovisual e negou qualquer participação de dinheiro público. Ele também afirmou que só teria conhecido o banqueiro após o término do governo Bolsonaro e, segundo disse, em um momento em que não havia acusações ou suspeitas públicas contra Vorcaro.

Na mesma explicação, o senador defendeu a instalação da CPI do Banco Master e argumentou que o contato teria sido retomado por conta de atrasos no pagamento de parcelas de patrocínio consideradas necessárias para concluir o filme. Flávio acrescentou que, conforme sua versão, não houve uso de Lei Rouanet e reiterou que o projeto seria um filme privado sobre a história do próprio pai.

Compartilhar a notícia

V e j a A g o r a