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Votação terminou em 18 a 3 após sessão de mais de 12 horas; posse está marcada para sexta-feira (15), às 10h, no Legislativo.
Uma ação do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) em Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, terminou com o resgate de mais de 160 animais silvestres e exóticos e a prisão em flagrante do responsável pelo endereço vistoriado. O local é investigado por suspeita de envolvimento com comércio ilegal de animais.
A iniciativa, chamada Operação Tráfico Digital, foi realizada nos dias 12 e 13 de maio e mobilizou mais de 40 agentes públicos. Participaram da força-tarefa fiscais, peritos, analistas ambientais e equipes das polícias Civil e Militar.
Animais foram resgatados em Ribeirão das Neves
Foto: Reprodução/TV Globo
Conforme informou o MPMG, a investigação começou a partir do acompanhamento de perfis do empreendimento nas redes sociais. Entre as páginas observadas, uma conta no Instagram com mais de 580 mil seguidores chamou a atenção por exibir animais silvestres e exóticos em contextos que, para os investigadores, sugeriam possível comercialização irregular.
As apurações também apontaram indícios de negociações com compradores de várias regiões do país.
Durante a operação, equipes do Ministério Público, do Instituto Estadual de Florestas (IEF) e das polícias Civil e Militar localizaram animais mantidos em condições consideradas inadequadas. Segundo os agentes, havia superlotação nos espaços e ausência de documentação regular.
Entre os animais apreendidos estavam araras-canindé, araras-macau, papagaios-verdadeiros, papagaios-do-congo, tucanos, cacatuas, cervos, quatis, cutias, pacas, grous, jibóias, saguis, emus e escorpiões-imperadores, além de outras espécies silvestres e exóticas.
Após o resgate, os animais foram levados ao Centro de Triagem e Reabilitação de Animais Silvestres e também destinados a mantenedores autorizados. Nesses locais, passarão por avaliação técnica e receberão atendimento veterinário especializado.
Além dos animais, os agentes recolheram celulares, computadores, documentos, máquinas de cartão e dispositivos de armazenamento, materiais que podem contribuir para o avanço das investigações.
O suspeito foi autuado por maus-tratos e por outros crimes previstos na legislação ambiental, incluindo manutenção irregular de animais silvestres em cativeiro e introdução ilegal de espécies no país. A prisão em flagrante foi posteriormente convertida pela Justiça em prisão preventiva.
O Ministério Público informou ainda que a multa administrativa está em fase de cálculo e pode chegar a R$ 1,2 milhão. O caso permanece sob investigação.