PL pede que diretor-geral da PF explique troca de delegado em inquérito sobre fraudes no INSS

Requerimento cita dúvidas sobre possível interferência e menciona apurações relacionadas a Fábio Luís Lula da Silva

15/05/2026 às 17:15 por Redação Plox

O líder do PL na Câmara, deputado federal Sóstenes Cavalcante (RJ), apresentou nesta sexta-feira (15) um requerimento para que o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Augusto Passos Rodrigues, vá ao Legislativo explicar a troca do delegado à frente do inquérito sobre fraudes no INSS. A solicitação também menciona as apurações relacionadas a Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Sóstenes Cavalcante

Sóstenes Cavalcante

Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados


Pedido mira troca de comando em investigação

Segundo o parlamentar, a substituição ocorreu em um período que ele considera especialmente delicado para o andamento das apurações, o que, na avaliação dele, aumenta as dúvidas da sociedade sobre o caso. Para Sóstenes, é necessário detalhar os motivos e assegurar que a condução do trabalho siga sem interferências.

Deputado cita tratamento diferente em situações semelhantes

Em publicação no X, Sóstenes comparou a reação de autoridades e de diferentes setores quando o ex-presidente Jair Bolsonaro tentou trocar um superintendente da PF, com o que ele descreve como falta de repercussão diante da substituição do delegado que tocava investigações envolvendo o filho do atual presidente.

– Quando Jair Bolsonaro tentou substituir um superintendente da Polícia Federal, houve reação imediata de setores políticos, da imprensa e até do STF sob o argumento de defesa da autonomia da PF. Agora, diante da troca do delegado responsável por investigações ligadas ao filho do atual presidente da República, o silêncio de muitos chama atenção – Sóstenes Cavalcante

Defesa de autonomia e cobrança por esclarecimentos

Ao reforçar o pedido de convocação, o deputado afirmou que a autonomia da Polícia Federal deve ser aplicada de forma igual, sem recortes políticos, e que a população precisa de explicações objetivas e garantias de que as investigações seguirão sem influência externa.

Quem estava no caso e como a PF justifica a mudança

O delegado Guilherme Figueiredo Silva estava à frente das apurações desde que o caso passou a tramitar no Supremo Tribunal Federal (STF). Ele foi o responsável por solicitar a prisão do empresário Antônio Camilo Antunes, apontado como suspeito de liderar as fraudes e conhecido como Careca do INSS.

A Polícia Federal informou que o inquérito deixou a Divisão de Repressão a Crimes Previdenciários e foi transferido para a Coordenação-Geral de Repressão à Corrupção, Crimes Financeiros e Lavagem de Dinheiro. De acordo com a corporação, a mudança tem como objetivo ampliar a estrutura dedicada à investigação.

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