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    Frutos do mar e água contaminada: os vilões da intoxicação alimentar

    Nutricionista explica porque esses alimentos podem causar os sintomas característicos do problema, como diarreia e vômito

    Por Plox

    16/01/2022 14h56 - Atualizado há 4 meses

    Ir à praia e não petiscar uma porção de peixe ou camarão, ou mesmo tomar um suco natural daquela fruta típica da estação, pode ser uma tarefa difícil. Acontece que os frutos do mar e a água contaminada são os principais vilões quando o assunto é intoxicação alimentar no verão.

    A nutricionista Edvânia Soares, pós-graduada em vigilância sanitária e especialista em nutrição clínica, explica que, na maioria das vezes, a conservação inadequada dos alimentos é o que faz com que eles provoquem o mal-estar característico do problema, como diarreia, vômito, náusea, febre e dores abdominais.

     

    Frutos do mar precisam ser armazenados em temperatura abaixo de 10 graus

     

    “Normalmente não se sabe a procedência desses frutos do mar que estão sendo comercializados ou se foram conservados de maneira certa. É importante que esses alimentos fiquem em uma temperatura abaixo de 10 graus e, por serem perecíveis, só têm 24 horas de validade. Então, as chances desse produto passar é muito alta, até porque os ambulantes não têm um controle da quantidade exata que vão vender em um dia”, afirma. 

     

    No caso dos sucos ou mesmo do gelo consumido nas praias, não é possível saber se a água usada no preparo estava adequada para ser ingerida, ou mesmo se as frutas foram higienizadas corretamente.

    Segundo a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), existem mais de 250 tipos de doenças transmitidas por alimentos, as chamadas DTA, que são infecções causadas principalmente por bactérias, vírus e outros parasitas.

     

     

     

    Como a intoxicação alimentar ocorre?

    A comida já pode estar contaminada mesmo que esteja com o cheiro e textura agradáveis, de acordo com a nutricionista. Isso porque a contaminação ocorre em função do manuseio, do armazenamento e da temperatura em que ela está exposta, o que pode levá-la mais rapidamente ao processo de deterioração. 

    “Um alimento tem que estar em uma temperatura abaixo de 10 graus ou acima de 74. Nesse intervalo, principalmente entre 20 e 40 graus, é quando uma bactéria pode se desenvolver e conseguir se proliferar melhor”, destaca Edvânia.

    Ao ingerir um petisco em más condições, o corpo até tenta combater os microorganismos nocivos, mas nem sempre é possível liquidá-los totalmente.

     

     

     

    “O corpo tenta fazer o processo de digestão, existem bactérias boas para ajudar a digerir esse alimento, assim como temos as enzimas na boca para auxiliar o estômago. Mas se é uma bactéria com uma carga patogênica mais alta, ela pode cair no intestino. Às vezes essa bactéria boa do intestino não vai conseguir combater a ruim, então é quando aparecem os primeiros sintomas e o intestino começa a oscilar”, explica a nutricionista.

    Como tratar uma intoxicação alimentar?

    Evitar a desidratação é a principal medida durante o tratamento de uma intoxicação alimentar e isso pode ser feito com a ingestão adequada de água e isotônicos naturais, como a água de coco. Além disso, é importante procurar um atendimento médico para que a medicação correta seja administrada.

     

     

    “Se a intoxicação não for tratada corretamente, ela pode levar até a morte, porque nesse processo de desidratação ocorre um comprometimento de todos os órgãos, a pessoa começa a ter tontura e até confusão mental”, ressalta a especialista.

    Em casos de diarreia aguda, a Anvisa também recomenda a ingestão de sal de reidratação oral, que é disponibilizado gratuitamente pelo SUS (Sistema Único de Saúde). Por outro lado, a agência contraindica o uso de bebidas esportivas, por não compensarem corretamente as perdas de fluidos e eletrólitos, e de antiperistálticos.

    Fonte: https://noticias.r7.com/saude/frutos-do-mar-e-agua-contaminada-os-viloes-da-intoxicacao-alimentar-16012022
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