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    Lideranças cristãs querem vetar projeto que permite “homem usar banheiro feminino” em MG

    Entidades evangélicas defendem o veto do governador Romeu Zema

    Por Plox

    16/09/2021 12h57 - Atualizado há cerca de 1 mês

    O Projeto de Lei 2316/2020, de autoria do deputado Estadual André Quintão (PT), aprovado no último dia 5 pelo plenário da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, não foi bem recebido pelas lideranças cristãs do Vale do Aço. Entidades como o Conselho de Ministros Evangélicos de Timóteo e Outros (Comento), Convenção Batista Nacional Vale do Aço (CBN) e Aliança de Ministros Evangélicos do Vale do Aço (Amevaço), defendem o veto do Governador Romeu Zema à matéria. 

    O PL prevê multas de até R$ 175,5 mil, a empresas em que proprietário, dirigente, preposto ou empregado, no exercício da atividade profissional, discrimine, coaja ou atente contra direitos de alguém por orientação sexual, identidade de gênero ou expressão de gênero. “Isso não pode prosperar, pois a segurança das mulheres nos banheiros dos estabelecimentos, incluindo as igrejas, estará em risco”, observou o pastor Geraldo Frederico, presidente do Comento. 

    Pastor Geraldo Frederico, presidente do Comento. (Foto: Divulgação)

     

    O pastor Luiz José Gonçalves, lembrou que a comunidade cristã espera que o governador Romeu Zema vete a proposta, pelo compromisso assumido pelo chefe do Executivo mineiro na campanha eleitoral. “Ainda durante a campanha, o governador assumiu compromisso de não apoiar propostas de promoção da Ideologia de Gênero. Acreditamos que ele vá cumprir a palavra e vetar esse projeto esdrúxulo”, comentou, ressaltando que os cristãos são, tradicionalmente, contrários ao preconceito e discriminação de qualquer espécie.

    Pastor Luiz José Gonçalves. (Foto: reprodução)

     

    Deputados se manifestam contra o projeto

    O deputado Coronel Sandro (PSL) tratou o PL como uma “porcaria”. Para ele, a matéria tem que ser vetada por Zema. “Imaginem essa situação: estamos em um bar; aparece um ‘ganchudo’ barbado que queira usar o banheiro feminino porque se sente mulher, mas tem os atributos de um homem; e lá dentro estão nossas esposas e filhas”, disse.

     

    Alguns deputados acreditam que pessoas mal intencionadas poderiam utilizar a prerrogativa da lei para se aproveitar da situação e invadir, de certa forma, a privacidade e o espaço alheio. É o que destacou Bruno Engler, do PRTB. “Se for o caso, que se crie um banheiro neutro”, afirmou. “Pessoas de mau caráter vão se valer da lei para cometer abusos”, completou.

     

     

    Segundo consta no texto aprovado pela Assembléia, a nova lei também pode gerar uma multa para o estabelecimento que varia entre 850 Ufemgs (R$ 3.552,40) e 45.000 Ufemgs (R$ 177.480). Para a deputada Rosângela Reis (Podemos), o PL 2.316/20 vai afetar famílias, instituições religiosas e empresas. “É a ideologia de gênero entrando nas igrejas e escolas”, criticou. 

     

    Deputado Cleitinho pede desculpas por ter votado sim e pede o veto

    O deputado Cleitinho Azevedo (Cidadania) pediu desculpas aos seus eleitores por ter votado a favor do PL 2.316/20. “Do fundo do meu coração, eu queria pedir desculpas à população mineira por ter votado nesse projeto. Não foi minha intenção ter falhado”, disse.

     

     

    Segundo ele, o bloco independente Minas são Muitas não se posicionou sobre a matéria e ele entendeu que o objetivo era combater a discriminação contra os homossexuais. “Tenho nojo de gente homofóbica, jamais vou ser preconceituoso, mas sou contra a ideologia de gênero”, afirmou. 
     

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