Datafolha: reprovação ao governo Lula alcança 39%, aprovação fica em 30%
Pesquisa ouviu 2.004 pessoas em maio e indica estabilidade em relação a abril; 29% avaliam como regular.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que não precisa convencer Donald Trump de que é “melhor que Bolsonaro” durante entrevista ao jornal americano The Washington Post, publicada neste domingo (17). A declaração foi feita ao comentar a relação com o presidente dos Estados Unidos e a aproximação diplomática entre os dois governos.
Eu jamais pediria a Trump para não gostar de Bolsonaro. Esse é um problema dele. Não preciso fazer nenhum esforço para que ele saiba que sou melhor que Bolsonaro. Ele já sabe disso disse Lula ao jornal, em fala reproduzida pela publicação americana.
Na entrevista, Lula defendeu que divergências políticas com Trump não impedem uma relação institucional entre os dois chefes de Estado. O presidente brasileiro afirmou que discorda do republicano em temas como Irã, Venezuela e Palestina, mas disse que busca uma relação que garanta respeito ao Brasil e à democracia brasileira.
Lula e Trump posaram para fotos na Casa Branca, em Washington. •
Foto: Ricardo Stuckert / PR.
A declaração ocorre após o encontro entre Lula e Trump na Casa Branca, em Washington, no dia 7 de maio. A reunião tratou de temas como comércio, tarifas, investimentos e minerais críticos. Depois da conversa, Lula disse que os dois países haviam dado um passo importante na consolidação da relação bilateral.
Segundo a Reuters, Lula avalia que uma boa relação pessoal com Trump pode ajudar a atrair investimentos americanos, evitar novas tarifas ou sanções e reforçar o reconhecimento internacional da democracia brasileira. O petista também afirmou que quer que o Brasil seja tratado com respeito pelos Estados Unidos.
O episódio amplia o peso político da relação entre Lula, Trump e o bolsonarismo no debate nacional. Ex-presidente do Brasil, Jair Bolsonaro mantém proximidade ideológica com Trump, enquanto Lula tenta apresentar a aproximação com o republicano como parte da política externa brasileira, sem abrir mão das posições do governo em temas internacionais.