Datafolha aponta Lula e Flávio Bolsonaro empatados em simulação nacional de 2º turno
Pesquisa registra 45% para cada um; 9% dizem votar em branco, nulo ou em nenhum dos dois e 1% não respondeu.
Pesquisa Datafolha divulgada neste domingo (17) mostra que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem sua pior avaliação em segurança pública e saúde, justamente áreas apontadas pelos entrevistados como prioridade para o próximo presidente. Para 16% dos ouvidos, segurança é o setor em que a gestão vai pior; outros 15% citaram saúde.
Na sequência das áreas mais criticadas aparecem economia e combate à corrupção, ambas com 13%. Educação foi mencionada por 5% como pior área, enquanto combate à fome e à miséria teve 4%, e combate ao desemprego, 3%. Para 6% dos entrevistados, o governo vai mal em todas as áreas.
O levantamento também perguntou em que setor a gestão Lula se sai melhor. O combate à fome e à miséria liderou, com 13% das respostas. Combate ao desemprego e educação aparecem empatados em seguida, com 10% cada. Saúde e igualdade racial tiveram 6% das menções, enquanto habitação, cultura e relações exteriores marcaram 5% cada.
Lula com o Zé Gotinha: saúde foi apontada como a área mais importante a ser tratada pelo próximo governo
Foto: Agência Brasil/EBC
Apesar de aparecer entre os melhores pontos do governo para parte dos entrevistados, a saúde foi apontada como o principal tema para o próximo mandato presidencial. Para 34% dos ouvidos, essa deve ser a prioridade de quem assumir a Presidência em 2027. Educação aparece em segundo lugar, com 15%, seguida por segurança pública, com 12%, e economia, com 11%.
A pesquisa indica um contraste entre a percepção positiva em programas sociais e a cobrança sobre serviços essenciais e temas ligados ao cotidiano da população. Enquanto fome, desemprego e educação concentram as melhores avaliações, segurança, saúde, economia e corrupção formam o grupo de maior desgaste para o governo.
O Datafolha ouviu 2.004 pessoas de 16 anos ou mais, presencialmente, nos dias 12 e 13 de maio. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o código BR-00290/2026.