Financiamento de veículos cresce 11,8% em abril e atinge melhor resultado desde 2008

Levantamento da Trillia, da B3, aponta alta puxada por automóveis leves, com avanço mais forte entre os zero km.

18/05/2026 às 13:15 por Redação Plox

O financiamento de veículos no Brasil voltou a crescer em abril e somou 634.587 unidades compradas com crédito, entre automóveis leves, motocicletas e veículos pesados, novos e usados.

O volume representa alta de 11,8% em relação ao mesmo mês de 2025 e, segundo levantamento da Trillia, da B3, é o melhor resultado para abril desde 2008.

Foto: Marcello Casaj Jr./Agência Brasil/Arquivo


 avanço foi puxado principalmente pelos automóveis leves

O avanço foi puxado principalmente pelos automóveis leves, que registraram crescimento de 13,3% na comparação anual.

Entre os carros zero quilômetro, a alta chegou a 21,9%, enquanto os usados também tiveram desempenho positivo, com aumento de 10,9% nas operações financiadas.

As motocicletas mantiveram ritmo de expansão e cresceram 9,8% em abril.

Os modelos novos tiveram alta de 12% nas vendas financiadas, enquanto as motos usadas avançaram 9,1%.

Já no segmento de veículos pesados, que inclui caminhões e ônibus, o crescimento foi mais moderado, de 3,9%, sustentado pelos modelos novos, que subiram 10,9%.

Os usados, por outro lado, recuaram 4,6%.

O Sudeste concentrou a maior parte das operações de financiamento no país

O Sudeste concentrou a maior parte das operações de financiamento no país, com 42,2% do total registrado em abril.

Na sequência aparecem as regiões Sul, com 20,8%, Nordeste, com 19,7%, Centro-Oeste, com 10,7%, e Norte, com 7,3%.

No acumulado de janeiro a abril, o mercado financiado chegou a 2,5 milhões de veículos.

As motocicletas lideram a expansão no ano, com crescimento de 16%, seguidas pelos automóveis, com 12,7%, e pelos veículos pesados, com 3,9%.

A Tabela Auto B3

A Tabela Auto B3, elaborada em parceria com a Bright Consulting, também apontou mudança nos preços de transação em abril.

Os veículos zero quilômetro tiveram alta média de 0,7%, com avanço em segmentos como picapes derivadas de automóveis, picapes médias e sedãs.

Já os usados registraram queda média de aproximadamente 1,55%, com retração em todos os segmentos analisados, especialmente picapes compactas, picapes médias e carros compactos.

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