Datafolha aponta Lula e Flávio Bolsonaro empatados em simulação nacional de 2º turno
Pesquisa registra 45% para cada um; 9% dizem votar em branco, nulo ou em nenhum dos dois e 1% não respondeu.
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu o andamento de uma ação popular que tramita na Justiça Federal do Rio Grande do Sul e trata de suspeitas de
rachadinhae de nomeação de funcionários fantasmas ligadas ao gabinete do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). A decisão foi tomada na terça-feira (12), após pedido apresentado pela defesa do senador, em processo que corre sob segredo de Justiça no Supremo.
Davi Alcolumbre
Foto: Andressa Anholete/Agência Senado
A suspensão atinge atos conduzidos pela 4ª Vara Federal de Porto Alegre. Na decisão, Dino apontou risco de que pedidos de documentos sigilosos e medidas como quebras de sigilo configurassem uma apuração paralela, em possível conflito com a competência do STF e com a atuação da Procuradoria-Geral da República em casos que envolvem autoridades com foro por prerrogativa de função.
Um dos pontos centrais do impasse é o acesso a um acordo de não persecução penal firmado entre a PGR e Paulo Augusto de Araújo Boudens, ex-chefe de gabinete de Alcolumbre. Em despacho assinado em 6 de maio, o juiz federal Fábio Vitório Mattiello havia reiterado pedido ao STF para obter autorização de acesso ao acordo, depois de manifestações divergentes sobre a tramitação do procedimento no Supremo.
O caso tem origem em suspeitas reveladas em 2021 por reportagem da revista Veja, que ouviu ex-assessoras do gabinete do senador sobre suposta devolução de parte dos salários. Em março deste ano, a revista informou que a PGR afirmou, em 2022, não ter encontrado indícios de participação de Alcolumbre no esquema e que Boudens assumiu responsabilidade por crimes ao firmar acordo com a Procuradoria.
A defesa de Alcolumbre sustenta que a gestão administrativa do gabinete, incluindo contratações, ficava sob responsabilidade do então chefe de gabinete. Nos autos citados por Veja, os advogados também argumentaram que não haveria nexo entre o senador e os danos apontados na ação popular.
Com a decisão de Dino, o processo na primeira instância fica paralisado até nova manifestação do Supremo. A suspensão não representa julgamento de mérito sobre as suspeitas, e as acusações seguem condicionadas à análise dos órgãos competentes.