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O Ministério de Minas e Energia enfrenta restrições de orçamento que já atingem a estrutura responsável pelo Gás do Povo, programa federal criado para garantir recargas gratuitas de botijão de gás a famílias de baixa renda. Segundo documentos obtidos pela Folha de S.Paulo, a operação interna da política pública estaria concentrada em apenas dois servidores, apesar da meta oficial de atender cerca de 15 milhões de famílias, o equivalente a aproximadamente 50 milhões de pessoas.
Alexandre Silveira
Foto: Lula Marques/ Agência Brasil
A falta de pessoal ocorre em um programa de alcance nacional. O Gás do Povo substituiu o Auxílio Gás dos Brasileiros e prevê que beneficiários inscritos no Cadastro Único, com prioridade para famílias do Bolsa Família, retirem a recarga do botijão de GLP em revendas credenciadas. O ressarcimento às revendedoras é feito pela Caixa Econômica Federal, com base no preço de referência definido para cada estado.
De acordo com a reportagem, o MME solicitou desde outubro do ano passado a contratação de 16 servidores para apoiar a execução do programa, mas a equipe não foi reforçada por falta de disponibilidade orçamentária. Em ofício enviado ao Ministério da Gestão e da Inovação, o ministro Alexandre Silveira afirmou que a insuficiência de pessoal pode trazer riscos à implementação da política pública e ao cumprimento dos compromissos assumidos.
O aperto financeiro também atinge despesas de rotina da pasta, responsável por áreas como energia elétrica, petróleo, gás natural, biocombustíveis e mineração. Ainda segundo a Folha, o ministério relatou dificuldades para custear contratos com terceirizados e até uma escada de incêndio na sede, em Brasília. O orçamento autorizado do MME em 2026 é de R$ 566,2 milhões, e a pasta teria pedido reforço adicional de R$ 48,5 milhões para manter atividades e serviços essenciais.
Nos dados oficiais do governo, o Gás do Povo foi lançado em 4 de setembro de 2025, no Aglomerado da Serra, em Belo Horizonte, e teve implantação gradual iniciada em novembro. Para 2026, o Ministério de Minas e Energia informa previsão de R$ 5,1 bilhões para o programa, com estimativa de 65 milhões de botijões distribuídos por ano e cerca de 59 mil pontos potenciais de revenda no país.
Até o momento, não há informação oficial de suspensão do benefício. A situação relatada nos documentos diz respeito à capacidade administrativa e ao orçamento do ministério para executar e manter a política pública em escala nacional.