Datafolha aponta Lula e Flávio Bolsonaro empatados em simulação nacional de 2º turno
Pesquisa registra 45% para cada um; 9% dizem votar em branco, nulo ou em nenhum dos dois e 1% não respondeu.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avalia insistir na indicação de Jorge Messias para uma vaga no Supremo Tribunal Federal, mesmo depois de o nome do advogado-geral da União ter sido rejeitado pelo Senado. A informação foi publicada pela CNN Brasil, que ouviu aliados do presidente. Ainda não há data definida para um eventual reenvio da indicação à Casa.
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Jorge Messias
Foto: Ricardo Stuckert / PR
Segundo a apuração da CNN, Lula tem dito nos bastidores que pretende atuar pessoalmente para tentar reconstruir apoio no Senado, inclusive em conversas com parlamentares da oposição. A avaliação atribuída ao presidente é de que a derrota de Messias teria sido resultado de uma disputa política mais ampla entre o Planalto e parte da cúpula do Senado.
A rejeição ocorreu em 29 de abril. De acordo com a Agência Senado, Messias recebeu 34 votos favoráveis e 42 contrários no Plenário. Para ser aprovado, precisava do apoio de pelo menos 41 senadores. Antes da votação final, o nome do advogado-geral da União havia passado pela Comissão de Constituição e Justiça, onde foi aprovado por 16 votos a 11.
A cadeira em disputa no STF foi aberta com a aposentadoria antecipada de Luís Roberto Barroso, que deixou o tribunal em outubro de 2025. Messias havia sido indicado por Lula para ocupar a vaga, mas a votação no Senado marcou a primeira rejeição de um indicado ao Supremo em 132 anos, segundo levantamento divulgado pela própria Casa.
O Senado informa que não há prazo legal para que o presidente envie uma nova indicação. Também não existe, de forma prévia, vedação para que o mesmo nome volte a ser encaminhado à análise dos senadores. Se Lula insistir em Messias, o processo precisará passar novamente pelo rito de avaliação no Senado, com análise política e votação para eventual aprovação.
A CNN também apontou que parte da cúpula do Senado defendia o nome do senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) para a vaga, enquanto Lula optou por manter uma escolha de maior proximidade política e jurídica com o governo. Até o momento, o Planalto não oficializou novo envio ao Senado nem anunciou mudança na estratégia.