Datafolha aponta Lula e Flávio Bolsonaro empatados em simulação nacional de 2º turno
Pesquisa registra 45% para cada um; 9% dizem votar em branco, nulo ou em nenhum dos dois e 1% não respondeu.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a defender, nesta segunda-feira (18), que a exploração de terras raras no Brasil seja feita por meio de parcerias internacionais, mas sem abrir mão do controle nacional sobre as riquezas minerais.
Em agenda no Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), em Campinas (SP), Lula citou os Estados Unidos e a China ao afirmar que espera ver Donald Trump deixar a disputa com Xi Jinping e buscar associação com o Brasil no setor.
Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante Encontro com o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump
Foto: • Ricardo Stuckert / PR
A declaração foi feita durante a inauguração de quatro novas linhas de luz síncrotron do Sirius, acelerador de partículas considerado uma das principais estruturas científicas do país.
Segundo o governo federal, os novos equipamentos ampliam a capacidade de pesquisa brasileira em áreas como saúde, energia, agricultura, clima, nanotecnologia e novos materiais.
Ao falar a pesquisadores e autoridades, Lula afirmou que o Brasil precisará unir ciência, tecnologia e conhecimento para avançar na exploração de minerais estratégicos.
“A gente vai ter que contar com a inteligência, a ciência e o conhecimento de vocês para a gente dar um salto de qualidade e ver se num curto espaço de tempo a gente faz com que o Trump deixe de brigar com o Xi Jinping e venha associar nós para a gente poder explorar aqui”, disse o presidente.
A fala ocorre em meio ao aumento do interesse internacional por minerais críticos e terras raras, usados em cadeias produtivas de alto valor tecnológico, como equipamentos eletrônicos, energia limpa, defesa e indústria avançada.
O tema ganhou peso nas relações externas do governo brasileiro, especialmente diante da disputa econômica e tecnológica entre Estados Unidos e China.
Lula também reforçou a posição de que o Brasil aceita investimentos estrangeiros, mas quer preservar a soberania sobre seus recursos naturais.
Em declarações recentes sobre o tema, o presidente afirmou que o país está disposto a fechar acordos com quem levar tecnologia, investir e compartilhar conhecimento, desde que o processamento e a agregação de valor ocorram em território brasileiro.
A agenda em Campinas foi apresentada pelo governo como parte da estratégia de ampliar a infraestrutura científica nacional.
O Sirius funciona como uma fonte de luz síncrotron, tecnologia usada para investigar a composição e a estrutura de materiais em escala microscópica, com aplicação em diversas áreas da pesquisa e da indústria.