Campanha “3 é Demais” alerta: dor de cabeça frequente deve ser avaliada por médico

No Dia Nacional de Combate à Cefaleia, orientação é buscar atendimento após três ou mais episódios por mês por mais de três meses seguidos.

19/05/2026 às 14:35 por Redação Plox

A dor de cabeça recorrente não deve ser tratada como algo normal quando passa a interferir na rotina ou se repete com frequência. No Dia Nacional de Combate à Cefaleia, lembrado nesta terça-feira (19), especialistas reforçam o alerta da campanha “3 é Demais”: quem tem três ou mais episódios de dor de cabeça por mês, por mais de três meses seguidos, deve procurar avaliação médica.

Dia Nacional de Combate à Cefaleia, é lembrado nesta terça-feira (19).

Foto: Imagem criada por Inteligência Artificial/Plox


A cefaleia é uma das queixas mais comuns na população

A cefaleia é uma das queixas mais comuns na população, mas pode ter causas diferentes. Em muitos casos, está ligada a fatores como estresse, jejum prolongado, desidratação, sono irregular, consumo de álcool ou tensão muscular. Em outras situações, pode estar associada a quadros que exigem investigação, como enxaqueca, sinusite, infecções, alterações neurológicas ou uso excessivo de analgésicos.

Dados da Organização Mundial da Saúde

Dados da Organização Mundial da Saúde apontam que os transtornos de dor de cabeça atingem cerca de 40% da população global, o equivalente a 3,1 bilhões de pessoas em 2021. A OMS também classifica essas condições entre os problemas neurológicos mais comuns e destaca que a enxaqueca está entre as principais causas de incapacidade relacionadas a doenças neurológicas. 


Dor de cabeça frequente deve ser avaliada por médico.

Foto: Imagem criada por Inteligência Artificial/Plox


A enxaqueca costuma provocar crises recorrentes

A enxaqueca costuma provocar crises recorrentes, com dor moderada ou forte, náuseas e sensibilidade à luz e ao som. Já a enxaqueca crônica é caracterizada por dor em 15 dias ou mais por mês, por pelo menos três meses. Segundo a Academia Brasileira de Neurologia, a campanha busca estimular o diagnóstico precoce e o tratamento adequado antes que as crises se tornem ainda mais frequentes.

Especialistas recomendam atenção

Especialistas recomendam atenção quando a dor muda de padrão, começa de forma súbita e muito intensa, aparece quase todos os dias ou vem acompanhada de alterações visuais, dificuldade na fala, perda de força, confusão mental, desmaio ou desequilíbrio. Esses sinais não significam necessariamente uma doença grave, mas indicam a necessidade de avaliação profissional.

A automedicação também preocupa médicos e entidades da área

A automedicação também preocupa médicos e entidades da área. O uso frequente de analgésicos e anti-inflamatórios pode piorar a frequência e a intensidade das dores em parte dos pacientes, além de atrasar o diagnóstico correto. O tratamento pode envolver mudanças de hábitos, controle de gatilhos, acompanhamento neurológico e, conforme o caso, uso de medicamentos preventivos ou outras terapias indicadas por profissionais de saúde.

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