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O etanol ficou mais barato em Belo Horizonte e região metropolitana e pode ter nova queda nos próximos meses, impulsionado pela expectativa de safra recorde de cana-de-açúcar em Minas Gerais. Levantamento do Mercado Mineiro, citado por O Tempo, apontou redução média de 11,7% no preço do biocombustível em um mês, de R$ 4,70 para R$ 4,15, após consulta em 198 postos.
SADA Combustíveis fornece produtos para postos de diferentes cidades brasileiras
Foto: Foto: José Cruz/Agência Brasil
A pressão sobre os preços vem do aumento previsto na oferta. O primeiro levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento indica que Minas deve colher 82,6 milhões de toneladas de cana na safra 2026/27, alta de 7,1% sobre o ciclo anterior. A Agência Minas também informou que a produção mineira de etanol deve chegar a 3,1 bilhões de litros, avanço de 15,8%.
No setor produtivo, a Associação das Indústrias Sucroenergéticas de Minas Gerais estima que o preço recebido pelo produtor já caiu R$ 0,66 por litro desde o início da safra, em 1º de abril. A entidade avalia que ainda há espaço para novo repasse ao consumidor, embora a queda nas bombas não tenha acompanhado integralmente a redução observada na origem.
A competitividade do etanol, no entanto, passou a ser acompanhada com cautela pelo setor depois da publicação da Medida Provisória 1.358/2026, que autoriza subvenção à gasolina e ao diesel produzidos no Brasil ou importados. Pela proposta, os valores serão definidos pelo Ministério da Fazenda, com limite atrelado aos tributos federais incidentes sobre os combustíveis.
A MP, segundo a Agência Câmara, busca aliviar a alta dos preços provocada pelo conflito no Oriente Médio e prevê pagamento da subvenção a produtores e importadores por meio da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis. No caso da gasolina, o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, afirmou que a medida pode representar algo entre R$ 0,40 e R$ 0,45 por litro, com impacto fiscal estimado em cerca de R$ 1 bilhão por mês.
Para representantes do setor sucroenergético, a preocupação é que uma ajuda direta à gasolina reduza a vantagem econômica do etanol nas bombas. Especialistas ouvidos por O Tempo divergem sobre o alcance desse efeito: enquanto a Siamig vê risco de desequilíbrio na competição com o combustível fóssil, há avaliação de que a medida tem caráter temporário e não muda, por si só, o cenário estrutural de preços.
A Medida Provisória já está em vigor, mas ainda precisa ser analisada pela Câmara dos Deputados e pelo Senado para se tornar lei. Até lá, a trajetória do preço do etanol em Minas deve continuar ligada ao ritmo da safra, ao repasse dos produtores aos postos e ao comportamento da gasolina no mercado nacional.