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Lista foi anunciada no Museu do Amanhã, no Rio, e mistura experientes com novidades como Rayan, Igor Thiago e Endrick.
O sistema de cavernas subaquáticas no atol de Vaavu, nas Maldivas, onde cinco mergulhadores italianos morreram durante uma expedição na última quinta-feira (14), é conhecido localmente como “caverna dos tubarões”. Imagens antigas atribuídas a uma expedição de 2014 mostram passagens estreitas, escuras e de difícil navegação, com mergulhadores usando lanternas para avançar pelos túneis.
Ilha de Alimatha, nas Maldivas.
Foto: Reprodução/Tripadvisor
Segundo o Ministério das Relações Exteriores da Itália, os cinco italianos morreram após tentarem explorar cavernas a cerca de 50 metros de profundidade. A reconstrução do acidente ainda está em andamento pelas autoridades das Maldivas, sem conclusão oficial sobre a causa das mortes.
O local fica em uma região de canais oceânicos e cavernas no atol de Vaavu, área procurada por mergulhadores experientes, mas marcada por profundidade elevada, baixa visibilidade e correntes fortes. Autoridades ouvidas por agências internacionais informaram que o limite legal para mergulho recreativo no país é de 30 metros, abaixo da profundidade onde parte da operação de busca ocorreu.
Atol onde os Italianos mergulharam.
Foto: Reprodução/Google Maps
As buscas mobilizaram equipes locais, a Guarda Costeira das Maldivas, a polícia e mergulhadores finlandeses especializados em cavernas, acionados pela organização DAN Europe. Nesta terça-feira (19), dois corpos foram retirados da caverna; outros dois ainda seriam recuperados, se as condições climáticas e marítimas permitissem. O corpo do instrutor Gianluca Benedetti já havia sido localizado anteriormente.
A operação também resultou na morte de um mergulhador militar das Maldivas durante as tentativas de resgate. A DAN Europe informou que a missão exige equipamentos técnicos avançados, como rebreathers, scooters subaquáticos e sistemas redundantes de suporte à vida, devido à profundidade e ao ambiente fechado da caverna.
Entre os mortos estão Monica Montefalcone, professora de Ecologia da Universidade de Gênova, sua filha Giorgia Sommacal, a pesquisadora Muriel Oddenino, o biólogo Federico Gualtieri e o instrutor Gianluca Benedetti. A universidade informou que parte do grupo estava nas Maldivas em uma missão científica, mas que o mergulho em questão não integrava as atividades oficiais previstas.
As autoridades maldivas investigam se houve descida além do planejado, falhas no planejamento, problemas com autorizações, equipamentos ou condições do mar. A licença da embarcação Duke of York, usada pelo grupo, entrou no foco da apuração, mas ainda não há confirmação oficial sobre responsabilidades.