Homem que atropelou e arrastou Tainara na Marginal Tietê irá a júri popular em SP
Douglas Alves da Silva seguirá preso preventivamente e responderá por feminicídio e tentativa de homicídio, segundo decisão desta segunda-feira (25).
Uma idosa de 72 anos permaneceu internada por dois meses em uma unidade hospitalar após receber alta médica, sem ser retirada por familiares. A própria paciente denunciou o caso à polícia, relatando abandono.
Foto:Reprodução/Unimed A situação levou o Ministério Público a intervir por meio da Promotoria de Justiça Especializada de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa. A atuação foi extrajudicial e resultou na convocação dos familiares para assumir a responsabilidade pelo acolhimento da paciente. Na tarde de terça-feira, uma das sobrinhas compareceu ao MP e foi advertida formalmente pela prática de abandono.
A promotoria deu um prazo de 24 horas para que a idosa fosse retirada da unidade hospitalar. A determinação foi cumprida no limite do prazo, e a paciente deixou o local acompanhada por um parente na tarde de quarta-feira.
O caso é investigado pela Polícia Civil, que já registrou dois boletins de ocorrência, datados de 14 de maio e 12 de junho. As investigações apontam um homem e uma mulher, ambos de 44 anos, como suspeitos. Ninguém foi detido até o momento.
A unidade hospitalar informou que, apesar da alta médica, a paciente permaneceu sob cuidados médicos e recebeu apoio psicológico enquanto aguardava providências dos familiares. O Ministério Público seguirá monitorando o caso com visitas domiciliares para garantir que a idosa esteja recebendo o suporte emocional e material necessário.
A promotoria também reforçou que todas as unidades de saúde recebem recomendações legais para assegurar que pacientes idosos não permaneçam hospitalizados após a alta por falta de amparo familiar.