CSN é multada em R$ 39 milhões pelo TRF-6 por atraso para reduzir participação na Usiminas
Tribunal considerou 391 dias de descumprimento do prazo para baixar fatia abaixo de 5%, em medidas acompanhadas pelo Cade; processo está em sigilo.
Uma professora aposentada da rede estadual de ensino de Minas Gerais afirma ter sofrido descontos indevidos em sua folha de pagamento por conta de um empréstimo consignado que diz nunca ter contratado junto ao Banco Master. Segundo Maria Ângela Soares, de 77 anos, os abatimentos começaram em julho de 2022 e, até abril deste ano, já somavam R$ 20,8 mil.
Imagem ilustrativa de dinheiro brasileiro
Foto: © Marcello Casal Jr./Agência Brasil
De acordo com a aposentada, os descontos aparecem mensalmente nos contracheques sem identificação clara sobre quantidade de parcelas ou prazo de encerramento. Os valores variam entre R$ 149 e R$ 549. Ela afirma que só percebeu a situação após a repercussão nacional envolvendo investigações relacionadas à instituição financeira.
“A cada mês o valor muda, vai aumentando. É muito dinheiro”relatou a aposentada.
Segundo ela, os lançamentos aparecem apenas como “Desconto do Master” nos demonstrativos de pagamento. Maria Ângela afirma ainda que nunca solicitou empréstimo nem manteve contato com o banco.
A aposentada informou que tentou resolver o problema administrativamente junto à Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão de Minas Gerais, responsável pela gestão da folha dos servidores estaduais, mas não conseguiu interromper os descontos. Ela diz que agora busca reparação judicial com auxílio de advogada.
Segundo o relato, os descontos incidem diretamente sobre benefícios pagos pelo governo estadual. Até a publicação da reportagem original, o governo de Minas não havia informado se abriria apuração sobre o caso nem detalhado quais mecanismos existem para bloqueio preventivo de consignados contestados por aposentados e pensionistas.
Especialistas apontam que situações semelhantes têm se tornado frequentes no país, principalmente entre aposentados e pensionistas. A presidente do comitê técnico do Instituto Defesa Coletiva, Lillian Salgado, afirmou que vazamentos e compartilhamentos irregulares de dados pessoais podem facilitar fraudes envolvendo crédito consignado.
A orientação para consumidores que identificarem cobranças suspeitas é acompanhar regularmente os extratos de pagamento, registrar reclamações em órgãos de defesa do consumidor e no Banco Central, além de buscar medidas judiciais para suspender os descontos e solicitar ressarcimento. O caso da aposentada mineira deverá ser analisado pela Justiça.