Aposentada diz ter R$ 20,8 mil descontados por consignado que afirma não ter contratado

Maria Ângela Soares, de 77 anos, relata abatimentos desde julho de 2022 e busca reparação judicial após tentar solução administrativa em Minas Gerais.

20/05/2026 às 13:30 por Redação Plox

Uma professora aposentada da rede estadual de ensino de Minas Gerais afirma ter sofrido descontos indevidos em sua folha de pagamento por conta de um empréstimo consignado que diz nunca ter contratado junto ao Banco Master. Segundo Maria Ângela Soares, de 77 anos, os abatimentos começaram em julho de 2022 e, até abril deste ano, já somavam R$ 20,8 mil.

Imagem ilustrativa de dinheiro brasileiro

Imagem ilustrativa de dinheiro brasileiro

Foto: © Marcello Casal Jr./Agência Brasil


De acordo com a aposentada

De acordo com a aposentada, os descontos aparecem mensalmente nos contracheques sem identificação clara sobre quantidade de parcelas ou prazo de encerramento. Os valores variam entre R$ 149 e R$ 549. Ela afirma que só percebeu a situação após a repercussão nacional envolvendo investigações relacionadas à instituição financeira.

“A cada mês o valor muda, vai aumentando. É muito dinheirorelatou a aposentada.

Segundo ela, os lançamentos aparecem apenas como “Desconto do Master” nos demonstrativos de pagamento. Maria Ângela afirma ainda que nunca solicitou empréstimo nem manteve contato com o banco.

A aposentada informou

A aposentada informou que tentou resolver o problema administrativamente junto à Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão de Minas Gerais, responsável pela gestão da folha dos servidores estaduais, mas não conseguiu interromper os descontos. Ela diz que agora busca reparação judicial com auxílio de advogada.

Segundo o relato, os descontos incidem diretamente sobre benefícios pagos pelo governo estadual. Até a publicação da reportagem original, o governo de Minas não havia informado se abriria apuração sobre o caso nem detalhado quais mecanismos existem para bloqueio preventivo de consignados contestados por aposentados e pensionistas.

Especialistas apontam

Especialistas apontam que situações semelhantes têm se tornado frequentes no país, principalmente entre aposentados e pensionistas. A presidente do comitê técnico do Instituto Defesa Coletiva, Lillian Salgado, afirmou que vazamentos e compartilhamentos irregulares de dados pessoais podem facilitar fraudes envolvendo crédito consignado.

A orientação para consumidores

A orientação para consumidores que identificarem cobranças suspeitas é acompanhar regularmente os extratos de pagamento, registrar reclamações em órgãos de defesa do consumidor e no Banco Central, além de buscar medidas judiciais para suspender os descontos e solicitar ressarcimento. O caso da aposentada mineira deverá ser analisado pela Justiça.

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