CSN é multada em R$ 39 milhões pelo TRF-6 por atraso para reduzir participação na Usiminas
Tribunal considerou 391 dias de descumprimento do prazo para baixar fatia abaixo de 5%, em medidas acompanhadas pelo Cade; processo está em sigilo.
A Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (19) um convite para que o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, preste esclarecimentos sobre declarações relacionadas ao acesso legal a armas de fogo no país. O pedido foi apresentado após uma fala do vice-presidente durante o lançamento de um pacote do governo federal de combate ao crime organizado, em 12 de maio.
Alckmin é chamado pela Câmara para explicar fala sobre armas
Foto: Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Na ocasião, Alckmin afirmou que
quem tem que portar arma é a polícia, que é profissionale disse que a flexibilização do acesso às armas durante o governo anterior teria contribuído para o fortalecimento do crime organizado. O vice-presidente também associou o aumento da circulação de armas aos índices de violência e feminicídio no país.
O requerimento foi apresentado pelo deputado federal Marcos Pollon, integrante da bancada ligada aos CACs — colecionadores, atiradores desportivos e caçadores. No documento, o parlamentar cobra explicações sobre os dados utilizados por Alckmin para relacionar armas legalizadas ao abastecimento de organizações criminosas.
Segundo Pollon, é necessário esclarecer quais estudos, auditorias, levantamentos oficiais ou relatórios sustentam a afirmação de que armas adquiridas legalmente durante o período de flexibilização normativa tenham migrado, em escala relevante, para facções criminosas.
Durante o discurso que motivou a convocação, Alckmin também afirmou que 73% das mortes violentas intencionais no Brasil envolvem armas de fogo e defendeu maior presença policial nas ruas como estratégia de segurança pública. A fala ocorreu em evento oficial do governo federal voltado ao enfrentamento do crime organizado.
Como se trata de um convite, e não de uma convocação formal, o comparecimento do vice-presidente à comissão não é obrigatório. Até a publicação desta matéria, a Vice-Presidência da República não havia informado se Alckmin aceitará participar da audiência.