CSN é multada em R$ 39 milhões pelo TRF-6 por atraso para reduzir participação na Usiminas
Tribunal considerou 391 dias de descumprimento do prazo para baixar fatia abaixo de 5%, em medidas acompanhadas pelo Cade; processo está em sigilo.
A empresária Roberta Luchsinger presta depoimento nesta quarta-feira (20) à Polícia Federal no âmbito das investigações sobre fraudes bilionárias envolvendo descontos indevidos em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A oitiva ocorre por videoconferência e integra a força-tarefa montada pela corporação para avançar nas apurações do caso.
Empresária Roberta Luchsinger depõe, nesta quarta-feira (20), à PF (Polícia Federal)
Foto: • Redes Sociais
Segundo informações da investigação, os policiais buscam esclarecer a relação da empresária com Antonio Carlos Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, apontado como um dos principais envolvidos no esquema, além da ligação dela com Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
De acordo com relatório da Polícia Federal citado pela investigação, Roberta Luchsinger seria apontada como uma suposta intermediária entre Antunes e Lulinha. Os investigadores também apuram suspeitas de que o filho do presidente seria um possível sócio oculto ligado ao grupo investigado. Até o momento, não há condenações relacionadas ao caso, que segue em fase de apuração.
A empresária já havia sido alvo de mandado de busca e apreensão em uma das fases da Operação Sem Desconto, deflagrada em dezembro do ano passado. Conforme a PF, foram identificados pagamentos que somam cerca de R$ 1,5 milhão feitos pelo “Careca do INSS” à empresária.
Em nota divulgada anteriormente, o advogado Bruno Salles, que representa Roberta Luchsinger, afirmou que ela prestou esclarecimentos por escrito às autoridades e se colocou à disposição para colaborar com eventuais informações complementares solicitadas pelos investigadores.
O depoimento desta quarta ocorre em meio à reorganização interna do inquérito, que deixou a divisão de crimes previdenciários e passou a ser conduzido pela coordenação da Polícia Federal responsável por investigações com foro privilegiado. As apurações também avançam após negociações envolvendo uma possível delação premiada do empresário Maurício Camisotti, apontado pelos investigadores como operador financeiro do esquema de descontos associativos em aposentadorias e pensões do INSS.