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Um estudo publicado em abril no Journal of Open Inquiry in the Behavioral Sciences encontrou associação entre posições políticas mais à esquerda e pior autorrelato de saúde mental em uma amostra de 978 adultos dos Estados Unidos. A pesquisa, porém, não permite concluir que a orientação política cause transtornos mentais, nem que pessoas de determinado campo ideológico tenham, por isso, diagnóstico clínico confirmado.
Manifestação de esquerda
Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
Os autores Meng Hu e Emil Kirkegaard aplicaram questionários sobre saúde mental, valores políticos e modificações corporais. Segundo o artigo, indicadores como diagnósticos autorrelatados, sintomas recentes e satisfação com a vida tiveram correlação negativa com o que os pesquisadores classificaram como
esquerdismo geral.
Entre os pontos citados no estudo, diagnósticos de TDAH e transtorno de ansiedade generalizada aparecem como marcadores mais associados ao grupo posicionado à esquerda dentro da amostra analisada. A pesquisa também observou relação fraca a moderada entre ideologia de esquerda, modificações corporais, como tatuagens e piercings, e diagnósticos de saúde mental.
A leitura dos dados exige cautela. Uma revisão publicada no mesmo periódico afirmou que o trabalho trata de tema relevante, mas apontou necessidade de maior cuidado em algumas interpretações, incluindo o uso de medidas não padronizadas e a falta de controle para fatores como escolaridade e condição socioeconômica.
Outro estudo, publicado em 2025 na PLOS One por pesquisadores de Tufts e Yale, também encontrou melhor autoavaliação de saúde mental entre conservadores nos Estados Unidos, mas indicou que parte dessa diferença pode estar ligada a fatores como religiosidade, patriotismo, casamento e até à forma como a expressão
saúde mentalé percebida por grupos políticos diferentes.
Assim, o conjunto de pesquisas aponta uma diferença recorrente em autorrelatos de bem-estar e diagnósticos entre grupos ideológicos nos EUA, mas não autoriza generalizações diretas para outros países nem conclusões de causa e efeito. Especialistas citados em estudos sobre o tema também levantam hipóteses alternativas, como maior disposição de liberais para buscar diagnóstico ou menor abertura de conservadores para relatar sofrimento psicológico.