Morte de estudante em BH é investigada como feminicídio; namorado é preso temporariamente

Polícia Civil descartou suicídio após laudo apontar asfixia mecânica e apura a dinâmica do caso na Savassi.

20/05/2026 às 07:32 por Redação Plox

A morte da estudante Giovanna Neves Santana Rocha, de 22 anos, passou a ser investigada pela Polícia Civil de Minas Gerais como feminicídio em Belo Horizonte. A jovem foi encontrada morta em 9 de fevereiro, no apartamento onde morava, na Savassi, Região Centro-Sul da capital. O namorado dela, de 45 anos, é apontado como principal suspeito e foi preso temporariamente na última sexta-feira (15).


Fotos mostram Giovanna Neves, de 22 anos, morta em BH, e o homem preso suspeito de feminicídio

Fotos mostram Giovanna Neves, de 22 anos, morta em BH, e o homem preso suspeito de feminicídio

Foto: Reprodução/ Polícia Civil


Hipótese inicial de suicídio foi descartada

Segundo a Polícia Civil, a hipótese inicial de suicídio foi descartada após o laudo de necropsia apontar asfixia mecânica por sufocação direta como causa da morte. A delegada Ariadne Coelho afirmou que a cena encontrada no imóvel teria sido organizada para simular que Giovanna havia tirado a própria vida, com medicamentos próximos ao corpo.

O relacionamento, iniciado cerca de quatro meses antes da morte

As investigações apontam que o relacionamento, iniciado cerca de quatro meses antes da morte, era marcado por controle emocional. Conforme a Polícia Civil, a vítima teria passado por retraimento social após se envolver com o suspeito, mudando hábitos, roupas e reduzindo o contato com pessoas próximas.

A polícia também apura possível interesse patrimonial

A polícia também apura possível interesse patrimonial. Giovanna teria recebido cerca de R$ 200 mil de herança e possuía um apartamento na Savassi. Após a morte, segundo a investigação, o suspeito tentou obter na Justiça o reconhecimento de união estável com a jovem.

Câmeras registraram movimentações do investigado no prédio

Ainda conforme a Polícia Civil, câmeras registraram movimentações do investigado no prédio antes de o corpo ser encontrado. A corporação informou que ele chegou a enviar mensagens a amigas da vítima relatando que ela teria morrido em seus braços, versão que agora é contestada pelos elementos reunidos no inquérito.

O homem permanece preso temporariamente, e a Polícia Civil segue com a investigação para concluir a dinâmica do crime e reunir novos elementos sobre a morte da estudante.

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