CSN é multada em R$ 39 milhões pelo TRF-6 por atraso para reduzir participação na Usiminas
Tribunal considerou 391 dias de descumprimento do prazo para baixar fatia abaixo de 5%, em medidas acompanhadas pelo Cade; processo está em sigilo.
O ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça, autorizou uma operação para investigar o vazamento de informações sigilosas relacionadas ao caso envolvendo o Banco Master. A decisão resultou no afastamento cautelar de um perito da Polícia Federal suspeito de repassar dados da investigação à imprensa.
Viviane Barci
Foto: Luiz Roberto/TSE
Segundo nota divulgada pelo STF, foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão, além de medidas cautelares contra o policial investigado, incluindo a suspensão do exercício da função pública. O nome do agente não foi divulgado oficialmente.
De acordo com apuração da Folha de S.Paulo, a investigação apura o vazamento de informações sobre o contrato firmado entre o Banco Master e o escritório Barci de Moraes Sociedade de Advogados, ligado à advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro do STF Alexandre de Moraes.
A Polícia Federal já investigava a origem de sucessivos vazamentos desde o início da Operação Compliance Zero. A suspeita é de que o servidor afastado tenha compartilhado informações protegidas por sigilo e indicado terceiros para disseminar o conteúdo.
O inquérito foi aberto no Supremo em março deste ano após pedido da defesa do empresário Daniel Vorcaro. Os advogados alegaram que mensagens extraídas de celulares apreendidos passaram a circular na imprensa antes mesmo de a defesa ter acesso integral ao material.
Na decisão que autorizou a apuração, Mendonça afirmou que a investigação deveria focar em possíveis violações funcionais cometidas por pessoas responsáveis pela custódia das informações sigilosas, sem atingir a atuação de jornalistas ou veículos de imprensa.
O caso ganhou repercussão após reportagens divulgarem detalhes do contrato entre o Banco Master e o escritório Barci de Moraes. Segundo documentos revelados pela imprensa, o acordo previa pagamentos de R$ 129 milhões em três anos, com parcelas mensais de R$ 3,6 milhões. Dados da Receita Federal apontam que o banco declarou pagamentos superiores a R$ 80 milhões ao escritório entre 2024 e 2025.
Em nota divulgada anteriormente, o escritório Barci de Moraes afirmou que prestou serviços de consultoria e atuação jurídica ao Banco Master entre fevereiro de 2024 e novembro de 2025. Segundo a banca, foram realizadas 94 reuniões de trabalho no período, com atuação de uma equipe de 15 advogados e apoio de outros três escritórios especializados.