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Tribunal considerou 391 dias de descumprimento do prazo para baixar fatia abaixo de 5%, em medidas acompanhadas pelo Cade; processo está em sigilo.
A Meta iniciou nesta quarta-feira (20) uma nova rodada de demissões em massa que deve atingir cerca de 8 mil funcionários em diferentes países. O número representa aproximadamente 10% da força global de trabalho da empresa, segundo informações divulgadas pela própria companhia. Os desligamentos começaram por escritórios em Cingapura e avançaram ao longo do dia para equipes do Reino Unido e dos Estados Unidos.
De acordo com comunicado interno enviado aos colaboradores, a empresa também pretende remanejar cerca de 7 mil trabalhadores para áreas ligadas à inteligência artificial (IA), setor considerado estratégico pela companhia. A chefe de Recursos Humanos da Meta, Janelle Gale, afirmou que a reestruturação busca tornar a empresa “mais produtiva” e otimizar o ambiente de trabalho.
Meta, dona do facebook, inicia nova onda de demissões e prevê corte de cerca de 8 mil funcionários
Foto: Cheng Xin/Getty Images
Os cortes já haviam sido antecipados pela dona do Facebook no mês passado, quando a empresa informou que reduziria equipes a partir de maio para compensar os altos investimentos em inteligência artificial. Entre os setores mais afetados estão a Reality Labs, divisão responsável por projetos de realidade virtual e aumentada, além das áreas de recrutamento e redes sociais.
A Reality Labs desenvolve produtos voltados ao metaverso e dispositivos inteligentes, como os óculos Meta Quest e os Ray-Ban Stories. Desde o início do ano, a companhia vinha planejando enxugar parte da estrutura ligada ao segmento de realidade virtual. Em dezembro do ano passado, a Meta informou possuir cerca de 79 mil funcionários em todo o mundo.
As demissões atuais são as maiores desde a ampla reestruturação promovida pela empresa entre 2022 e 2023, quando aproximadamente 21 mil trabalhadores foram dispensados. Na época, o fundador e CEO da companhia, Mark Zuckerberg, classificou o período como o “ano da eficiência”, diante da pressão para reduzir despesas e aumentar a rentabilidade.
A nova onda de cortes ocorre em meio à disputa entre gigantes da tecnologia pelo avanço da inteligência artificial. A Meta vem ampliando investimentos no setor para competir com empresas como OpenAI e Alphabet. Entre as iniciativas recentes está um aporte bilionário na startup Scale AI e a contratação de especialistas da área.
A empresa projeta despesas totais entre US$ 162 bilhões e US$ 169 bilhões neste ano, impulsionadas principalmente pelos investimentos em infraestrutura, desenvolvimento de IA e expansão tecnológica. Em comunicados anteriores, a Meta afirmou que as reestruturações fazem parte de mudanças frequentes para “garantir que a companhia esteja posicionada para atingir seus objetivos”.