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Minas Gerais vai ampliar o uso de radares inteligentes nas rodovias estaduais com uma tecnologia que não ficará restrita ao controle de velocidade. Segundo o Governo de Minas, os novos equipamentos terão leitura automática de placas em tempo real e capacidade de cruzar dados para apoiar ações de fiscalização, segurança viária e combate a irregularidades.
Radares inteligentes começam a ser instalados em julho em Minas Gerais
Foto: DER-MG / Divulgação
A implantação da nova geração de radares está prevista para começar em junho, de acordo com a Agência Minas e o DER-MG. A primeira etapa prevê 210 novos dispositivos, que serão incorporados à rede atualmente informada pelo governo como formada por 614 radares. A meta é chegar a 1.300 equipamentos inteligentes em funcionamento até 2028, distribuídos pela malha rodoviária estadual.
Na prática, os radares funcionarão como pontos de checagem permanente. Além de registrar a passagem dos veículos, o sistema poderá identificar placas de automóveis roubados ou clonados, apontar circulação em comboio, indicar repetição incomum de trajetos e ajudar a verificar se caminhões ou cargas especiais estão cumprindo rotas autorizadas pelo poder público.
As informações sensíveis sobre o funcionamento do sistema foram detalhadas pelo diretor de Operação Viária do DER-MG, Rodrigo Santos Colares, em entrevista ao jornal O Tempo. Segundo ele, os dados coletados não serão disponibilizados ao público e devem permanecer armazenados por cerca de 30 dias, salvo situações específicas em que outros órgãos possam preservar as informações por mais tempo. O DER-MG informou que seguirá as regras da Lei Geral de Proteção de Dados.
Os equipamentos também poderão apontar veículos com pendências documentais, como licenciamento ou IPVA em atraso. Conforme o diretor do DER-MG informou ao O Tempo, porém, a identificação dessas irregularidades deve servir, neste primeiro momento, para orientar operações e blitze, sem emissão automática de autuações remotas por esse tipo de pendência.
A escolha dos locais para instalação foi feita com base em estudos técnicos, incluindo dados de acidentes, geoprocessamento e informações de circulação. O governo afirma que a prioridade será dada a trechos com maior risco, onde a presença dos equipamentos pode contribuir para reduzir ocorrências e tornar a fiscalização menos aleatória.
Segundo o Governo de Minas, os novos radares poderão gerar cerca de R$ 76 milhões em economia relacionada a custos de acidentes nas rodovias. O DER-MG também sustenta que menos de 1% dos veículos que passam pelos equipamentos atuais são autuados, argumento usado pelo órgão para defender que a tecnologia tem foco principal em prevenção e segurança viária.