TRF-6 fixa em R$ 39 milhões multa à CSN por demora em cortar participação na Usiminas
Tribunal considerou 391 dias de descumprimento do prazo para baixar fatia abaixo de 5%, em medidas acompanhadas pelo Cade; processo está em sigilo.
O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio da Promotoria de Justiça de Mesquita, no Vale do Rio Doce, apresentou nesta terça-feira (19) denúncia contra um homem de 36 anos. Ele é acusado de feminicídio contra a ex-companheira, uma jovem de 19 anos que está desaparecida desde 2017.
No mesmo procedimento, um segundo investigado, de 55 anos, também foi denunciado. Segundo o MPMG, ele teria intimidado testemunhas e agentes públicos com o objetivo de atrapalhar o andamento das apurações.
Conforme descrito na denúncia, a vítima e o principal acusado mantiveram um relacionamento por cinco anos, período que, de acordo com o Ministério Público, foi marcado por episódios de violência doméstica. No dia do crime, os dois teriam se encontrado em Ipatinga e, durante o retorno para Mesquita, a jovem foi agredida até morrer.
O corpo da vítima ainda não foi localizado.
Segundo investigado também foi denunciado por suposta intimidação de testemunhas; corpo da jovem não foi localizado
Foto: Divulgação
Para o MPMG, o crime teria sido cometido por sentimento de posse e pela insatisfação do agressor diante da autonomia da vítima. A investigação indica que, após uma das agressões físicas, a jovem chegou a fugir para o estado de Goiás e, naquele período, relatou a violência a familiares e amigos por meio de mensagens.
Testemunhas ouvidas durante a apuração também relataram agressões anteriores atribuídas ao acusado, incluindo episódios de estrangulamento e espancamentos.
Na denúncia, o Ministério Público solicitou a pronúncia dos envolvidos para que sejam submetidos a julgamento pelo Tribunal do Júri. O órgão também requereu a fixação de uma indenização mínima de R$ 200 mil em favor dos familiares da vítima.
Além disso, foi pedida uma medida cautelar para impedir que os denunciados mantenham contato com as testemunhas. Por se tratar de crime classificado como hediondo, o processo tramita com prioridade legal.