CSN é multada em R$ 39 milhões pelo TRF-6 por atraso para reduzir participação na Usiminas
Tribunal considerou 391 dias de descumprimento do prazo para baixar fatia abaixo de 5%, em medidas acompanhadas pelo Cade; processo está em sigilo.
Segundo a CNN, a Polícia Federal rejeitou nesta quarta-feira (20) a proposta de colaboração premiada apresentada pela defesa de Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master. O ex-banqueiro está preso preventivamente desde 4 de março, no âmbito das investigações sobre supostas fraudes financeiras envolvendo a instituição.
Daniel Porcaro está envolvido no maior caso de golpe financeiro do país
Foto: Redes sociais
A avaliação atribuída a investigadores é que o material apresentado por Vorcaro não trouxe informações novas em relação ao que já foi reunido até agora pela PF. Apesar da negativa da corporação, as tratativas continuam com a Procuradoria-Geral da República, que ainda analisa a possibilidade de avançar em um acordo de colaboração.
A defesa de Vorcaro entregou a proposta à PGR e à PF no início de maio. Na ocasião, a Agência Brasil informou que o documento estava sob sigilo e que os órgãos poderiam pedir complementações antes de eventual tomada de depoimentos. Para ter validade, qualquer acordo precisaria passar por homologação do ministro André Mendonça, relator das investigações no Supremo Tribunal Federal.
Entre os pontos em discussão estão o valor a ser ressarcido, estimado nas negociações em cerca de R$ 50 bilhões, o regime de cumprimento de eventual pena e o alcance político das informações que poderiam ser prestadas. A defesa também busca que Vorcaro cumpra prisão domiciliar ao menos até o julgamento, conforme já havia sido informado pela CNN na semana passada.
Vorcaro voltou a ser preso em 4 de março, durante nova fase da Operação Compliance Zero. Segundo informações já divulgadas pela Agência Brasil e pela Reuters, a investigação apura suspeitas de fraudes no Banco Master, corrupção, lavagem de dinheiro e outros crimes. A defesa do ex-banqueiro nega irregularidades e afirma que pretende demonstrar a regularidade da conduta dele.
O caso segue sob sigilo em pontos centrais, e ainda não há confirmação oficial de acordo fechado com a PGR. A rejeição pela PF, se mantida, não impede que a Procuradoria avance em negociação própria, mas a colaboração só produzirá efeitos jurídicos após eventual validação pelo Supremo.