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A reposição hormonal com testosterona tem ganhado espaço entre homens que buscam mais disposição, melhora da libido e aumento de massa muscular.
Apesar da popularização do tratamento nas redes sociais, especialistas alertam que a terapia exige diagnóstico preciso, exames laboratoriais e acompanhamento médico contínuo para evitar riscos à saúde.
Testosterona vira tendência entre homens, mas médicos alertam para riscos e exigência de exames
Foto: Medsênior
A indicação mais comum ocorre em casos de hipogonadismo, condição em que o organismo produz testosterona em níveis abaixo do normal.
Segundo especialistas, sintomas como fadiga, desânimo, queda do desejo sexual, irritabilidade, perda de força física e redução da massa muscular podem estar relacionados ao problema, mas também podem ter outras causas, como obesidade, sedentarismo, apneia do sono, estresse, resistência insulínica e uso de determinados medicamentos.
A endocrinologista Camila Viecceli, do Hospital da Bahia, explicou que a reposição hormonal masculina só deve ser iniciada após avaliação clínica completa e confirmação por exames.
De acordo com a médica, é necessário investigar fatores que podem reduzir naturalmente os níveis hormonais antes de indicar o tratamento.
O urologista e andrologista Pedro Bastos, de Juiz de Fora, ressaltou que a terapia não deve ser encarada como solução estética ou fórmula de rejuvenescimento.
Segundo ele, nem todo homem com testosterona baixa precisa iniciar reposição hormonal, especialmente quando os sintomas podem estar ligados a hábitos de vida inadequados ou outras condições clínicas.
Entre os principais riscos associados ao uso da testosterona está o impacto sobre a fertilidade masculina.
Especialistas alertam que a testosterona exógena pode reduzir a produção natural de espermatozoides, provocando infertilidade temporária ou prolongada.
Por isso, homens que pretendem ter filhos devem discutir alternativas com o médico antes de iniciar o tratamento.
Além disso, o uso inadequado ou sem supervisão médica pode aumentar o risco de trombose, infarto, AVC e outras alterações cardiovasculares.
O excesso do hormônio também pode provocar desequilíbrios no organismo e agravar problemas de saúde já existentes.
Médicos destacam ainda que mudanças no estilo de vida podem ajudar a melhorar naturalmente os níveis hormonais em muitos casos.
Alimentação equilibrada, prática regular de exercícios físicos, sono adequado e controle do peso costumam fazer diferença significativa na produção de testosterona, sem necessidade de medicação.
A procura pela terapia hormonal cresceu principalmente entre homens jovens influenciados por conteúdos nas redes sociais relacionados a desempenho físico, estética e produtividade.
Especialistas recomendam evitar automedicação e buscar avaliação médica antes de qualquer uso de hormônios.