CSN é multada em R$ 39 milhões pelo TRF-6 por atraso para reduzir participação na Usiminas
Tribunal considerou 391 dias de descumprimento do prazo para baixar fatia abaixo de 5%, em medidas acompanhadas pelo Cade; processo está em sigilo.
Aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) acionaram o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para pedir a suspensão do filme Dark Horse, produção baseada na trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A representação foi protocolada nesta terça-feira (19) pelo deputado federal Rogério Correia e pelo grupo Prerrogativas, que alegam possível propaganda eleitoral antecipada e abuso de poder econômico.
Gravações de filme sobre Jair Bolsonaro Fotos: Reprodução/Prints de vídeo
O pedido solicita que a estreia do longa seja adiada para depois das eleições de outubro. Os autores também pedem que órgãos como Polícia Federal, Banco Central, Receita Federal, Ministério da Justiça e Coaf participem da apuração sobre a origem dos recursos utilizados na produção do filme.
Na ação, os aliados do governo citam suspeitas de lavagem de dinheiro, evasão de divisas, fraude cambial e crimes contra o sistema financeiro. Segundo os autores, é necessário esclarecer como os valores teriam sido captados e movimentados para financiar o projeto audiovisual.
O processo menciona ainda uma decisão do próprio TSE, tomada em 2022, que suspendeu a divulgação do documentário Quem mandou matar Jair Bolsonaro? às vésperas do segundo turno presidencial. Para os autores da representação, o caso de Dark Horse teria características semelhantes por envolver o ex-presidente e poder influenciar o cenário político ligado à pré-campanha do senador Flávio Bolsonaro.
A representação ganhou repercussão após reportagens do site Intercept Brasil divulgarem mensagens e áudios atribuídos a Flávio Bolsonaro, nos quais ele apareceria cobrando cerca de R$ 61 milhões do banqueiro Daniel Vorcaro para financiar o filme. Outra publicação apontou que parte dos recursos teria passado pela conta de um advogado de imigração ligado ao ex-deputado Eduardo Bolsonaro.
Segundo os autores da ação, existem indícios de um possível esquema de financiamento político paralelo envolvendo empresários, contratos privados e envio de recursos ao exterior. Eles afirmam que o longa pode funcionar como peça de comunicação política com potencial impacto eleitoral. Até o momento, não houve decisão do TSE sobre o pedido de suspensão da obra.