Crédito bancário pode travar financiamento de carros do Move Brasil para táxis e apps

Especialistas apontam que score baixo, restrições no CPF e endividamento podem dificultar aprovações nas instituições habilitadas pelo BNDES.

21/05/2026 às 08:54 por Redação Plox

O programa Move Brasil Táxi e Aplicativos, lançado pelo governo federal para financiar carros novos a taxistas e motoristas de aplicativo, pode encontrar um obstáculo na análise de crédito dos bancos. Apesar da previsão de até R$ 30 bilhões para a compra de veículos de até R$ 150 mil, especialistas do setor avaliam que motoristas com restrições no CPF, score baixo ou alto endividamento podem ter dificuldade para conseguir aprovação. 


Crédito bancário pode travar financiamento de carros do Move Brasil para táxis e apps.

Foto: Ricardo Stuckert/PR


renovar a frota do transporte individual de passageiros

A linha foi criada para renovar a frota do transporte individual de passageiros e financiar veículos novos com critérios de sustentabilidade, como modelos flex, híbridos flex, elétricos ou movidos exclusivamente a etanol. Poderão participar motoristas de aplicativo com cadastro ativo há pelo menos 12 meses e ao menos 100 corridas realizadas no período, na mesma plataforma, além de taxistas registrados e cooperativas de táxi.

não será automática

A concessão do financiamento, no entanto, não será automática. Segundo as regras do programa, os pedidos passarão por instituições financeiras habilitadas pelo BNDES, que farão a análise de crédito e assumirão o risco das operações. Na prática, isso significa que o trabalhador poderá ser considerado apto pelos critérios do governo, mas ainda dependerá da avaliação do banco para contratar o empréstimo. 


Poderão participar motoristas de aplicativo com cadastro ativo há pelo menos 12 meses e ao menos 100 corridas realizadas no período.

Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil


nível de inadimplência no crédito para veículos

A preocupação envolve principalmente o nível de inadimplência no crédito para veículos. Especialistas ouvidos pelo jornal O Globo avaliam que prazos mais longos e carência podem aumentar o risco para os bancos, o que tende a levar as instituições a exigir mais garantias, entradas maiores ou mecanismos de segurança, como rastreadores nos automóveis.

O Conselho Monetário Nacional definiu

O Conselho Monetário Nacional definiu taxa de remuneração da fonte governamental de 2,5% ao ano para os beneficiários em geral e de 1,5% ao ano para mulheres profissionais do transporte de passageiros. Além disso, poderá haver remuneração de até 1,25% ao ano para o BNDES e de até 8,5% ao ano para as instituições financeiras. O prazo máximo será de 72 meses, com até seis meses de carência.

A regulamentação também permite

A regulamentação também permite incluir no financiamento seguro do veículo, seguro prestamista e itens de segurança ligados à atividade profissional, com limite de até 10% do valor do automóvel. Para ampliar o acesso ao crédito, o programa autoriza o uso de garantias do Peac-FGI, fundo operado pelo BNDES que pode reduzir parte do risco das operações para os bancos.

O cadastro inicial já pode ser feito

O cadastro inicial já pode ser feito pela plataforma gov.br, com resposta sobre elegibilidade em até cinco dias após a solicitação. A abertura para pedidos de financiamento está prevista para 19 de junho, quando motoristas habilitados poderão procurar a rede bancária credenciada.

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