CSN é multada em R$ 39 milhões pelo TRF-6 por atraso para reduzir participação na Usiminas
Tribunal considerou 391 dias de descumprimento do prazo para baixar fatia abaixo de 5%, em medidas acompanhadas pelo Cade; processo está em sigilo.
A influenciadora digital e advogada Deolane Bezerra foi presa na manhã desta quinta-feira (21) durante uma operação do Ministério Público de São Paulo e da Polícia Civil que apura suspeitas de lavagem de dinheiro ligada ao Primeiro Comando da Capital (PCC). A ação, chamada Operação Vérnix, também mira familiares de Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, apontado pelas autoridades como líder da facção e que já está preso.
Influenciadora digital e advogada Deolane Bezerra foi presa na manhã desta quinta-feira.
Foto: Reprodução
Ao todo, segundo informações divulgadas pelo g1 e confirmadas por outros veículos, foram expedidos seis mandados de prisão preventiva, além de ordens de busca e apreensão. Entre os alvos estão Marcola, o irmão dele, Alejandro Camacho, a sobrinha Paloma Sanches Herbas Camacho, o sobrinho Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho e Everton de Souza, apontado na investigação como operador financeiro do grupo.
A apuração aponta que o suposto esquema teria usado uma transportadora de cargas com sede em Presidente Venceslau, no interior de São Paulo, para movimentar valores atribuídos à cúpula da facção. De acordo com a investigação, a empresa funcionaria como fachada para ocultar a origem de recursos e realizar repasses a pessoas físicas e jurídicas ligadas aos investigados.
O caso teve origem em 2019, após a apreensão de bilhetes e manuscritos com presos na Penitenciária II de Presidente Venceslau. O material levou a uma sequência de inquéritos e à identificação de uma transportadora que, segundo os investigadores, teria relação com a estrutura financeira da facção. Uma etapa anterior da apuração, a Operação Lado a Lado, já havia indicado movimentações incompatíveis e crescimento patrimonial sem justificativa econômica suficiente.
No caso de Deolane, a investigação sustenta que contas pessoais e empresariais ligadas à influenciadora teriam recebido valores de origem não esclarecida. O material enviado à redação aponta que, entre 2018 e 2021, ela teria recebido mais de R$ 1 milhão em depósitos fracionados, além de repasses para empresas vinculadas a ela. A Justiça também determinou o bloqueio de R$ 27 milhões em nome da influenciadora, valor relacionado a recursos cuja origem, segundo a apuração, não teria sido comprovada.
A decisão judicial também determinou bloqueios financeiros que somam R$ 357,5 milhões em relação aos investigados e restrição de 39 veículos avaliados em mais de R$ 8 milhões. As medidas, segundo a investigação, buscam impedir ocultação de patrimônio e preservar provas sobre a movimentação financeira apontada como suspeita.
A prisão preventiva e os bloqueios não representam condenação. Os investigados são alvo de apuração por suspeita de envolvimento em lavagem de dinheiro e organização criminosa.