Inflação acelera para famílias de baixa renda em abril e perde força entre as mais ricas

Ipea aponta pressão de energia elétrica, remédios e alimentos nos domicílios com renda menor; na faixa alta, transportes ajudaram a reduzir o índice

21/05/2026 às 10:52 por Redação Plox

A inflação pesou mais no bolso das famílias de menor renda em abril, enquanto perdeu força entre os brasileiros de renda mais alta. Dados do Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda mostram que os domicílios com renda mensal inferior a R$ 2.299,82 tiveram alta de 0,92% no mês, acima dos 0,85% registrados em março.

O movimento foi diferente

O movimento foi diferente nas demais faixas analisadas pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada. Para as famílias de renda alta, com rendimento domiciliar acima de R$ 22.998,22, a inflação recuou de 0,85% em março para 0,24% em abril. Segundo o Ipea, a desaceleração também ocorreu nos estratos intermediários de renda.

A pressão sobre as famílias mais pobres

A pressão sobre as famílias mais pobres foi explicada principalmente pelos reajustes de energia elétrica e de produtos farmacêuticos. A energia subiu 0,72% em abril, enquanto os medicamentos avançaram 1,8%, itens que têm impacto relevante no orçamento de quem ganha menos.

Os alimentos também ajudaram a puxar a inflação do mês

Os alimentos também ajudaram a puxar a inflação do mês. Entre os produtos com alta, o Ipea destacou arroz, com avanço de 2,5%; feijão carioca, 3,5%; batata, 6,6%; carnes, 1,6%; ovos, 1,7%; e leite, que teve aumento de 13,7%. O grupo de saúde e cuidados pessoais também pressionou o indicador, com alta em artigos de higiene, produtos farmacêuticos e serviços médicos.

Nas faixas de renda mais alta

Nas faixas de renda mais alta, o alívio veio principalmente do grupo transportes. A queda das passagens aéreas, de 14,5%, e do transporte por aplicativo, de 2,2%, ajudou a reduzir a inflação para esse público em abril.

No acumulado de janeiro a abril

No acumulado de janeiro a abril, a maior inflação foi registrada na faixa de renda baixa, com 2,66%. Para as famílias de renda muito baixa, o acumulado ficou em 2,61%. Em 12 meses, porém, o quadro se inverte: os lares de renda muito baixa têm a menor variação acumulada, de 3,83%, enquanto a renda alta registra a maior taxa, de 4,95%.

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