CSN é multada em R$ 39 milhões pelo TRF-6 por atraso para reduzir participação na Usiminas
Tribunal considerou 391 dias de descumprimento do prazo para baixar fatia abaixo de 5%, em medidas acompanhadas pelo Cade; processo está em sigilo.
A deputada estadual Leninha (PT), 1ª vice-presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, elevou o tom contra o governador Mateus Simões (PSD) e afirmou que as críticas recebidas por ele são resultado da condução do governo.
Em entrevista ao Café com Política, de O TEMPO, a parlamentar disse que Simões
“apanha porque merece”e acusou o chefe do Executivo mineiro de
“falar muito e fazer pouco”.
A crítica ocorre menos de dois meses depois de Simões assumir o Governo de Minas, em 22 de março, após a saída de Romeu Zema (Novo).
Para Leninha, a nova gestão não apresentou uma ruptura em relação ao governo anterior e segue usando o PT como alvo político em vez de apresentar entregas consideradas relevantes para o estado.
O vice-governador de Minas Gerais, Mateus Simões (Novo). (
Foto: Assessoria Vice-governador/GIL LEONARDI)
A parlamentar também questionou o programa Governo Presente, principal agenda de Simões desde a posse.
A iniciativa prevê a transferência provisória da capital mineira para cidades do interior e, segundo o Governo de Minas, busca aproximar a administração estadual das regiões.
Leninha, no entanto, afirmou que as ações anunciadas até agora não têm peso suficiente para justificar o movimento e citou medidas que, na avaliação dela, poderiam ser viabilizadas por emendas parlamentares.
A deputada disse ainda que há uma avaliação sobre possíveis medidas legais para discutir se a agenda do governo pode configurar uso da máquina pública em favor da pré-candidatura de Simões à sucessão estadual.
A declaração foi feita em tom de crítica política; no trecho da entrevista divulgado, não houve detalhamento sobre eventual ação já protocolada.
Apesar das críticas, Leninha reconheceu que Simões aparece hoje com uma pré-candidatura mais organizada dentro do cenário de 2026 em Minas.
Para ela, essa exposição antecipada também aumenta o desgaste do governador, especialmente em temas como saúde, educação, segurança pública e recomposição de perdas salariais das forças de segurança.
Na área da educação, a parlamentar também se posicionou contra o avanço de propostas como escolas cívico-militares e criticou mudanças na gestão escolar.
Segundo Leninha, o debate deveria priorizar investimentos na rede pública e a participação das comunidades escolares nas decisões.
O governo, por sua vez, tem apresentado o Governo Presente como uma estratégia de descentralização e presença administrativa nas regiões mineiras.