CSN é multada em R$ 39 milhões pelo TRF-6 por atraso para reduzir participação na Usiminas
Tribunal considerou 391 dias de descumprimento do prazo para baixar fatia abaixo de 5%, em medidas acompanhadas pelo Cade; processo está em sigilo.
Uma manifestação de trabalhadores paralisou acessos à unidade da ArcelorMittal em João Monlevade, na região Central de Minas, em protesto contra a implantação do turno fixo na usina.
Segundo informações preliminares enviadas à redação, o ato afetou a entrada e saída de veículos na área da empresa e chamou a atenção de trabalhadores e moradores que passavam pelo entorno da planta industrial.
O impasse segue em negociação entre sindicato, trabalhadores e ArcelorMittal.
Foto: Divulgação
A mobilização ocorre em meio ao impasse entre a ArcelorMittal e o Sindmon-Metal, sindicato que representa os metalúrgicos de João Monlevade.
A entidade tem criticado a adoção do turno fixo e defende uma escala de 12 horas no modelo 4x4, com quatro dias de trabalho e quatro dias de folga, proposta que, segundo o sindicato, seria mais favorável ao descanso, à saúde e ao convívio familiar dos empregados.
Em março, o Sindmon-Metal informou que a empresa havia anunciado a implantação do turno fixo a partir do dia 10 daquele mês, após a falta de acordo sobre a renovação do modelo de revezamento.
O sindicato afirma que a categoria já havia rejeitado, em assembleia, a continuidade da tabela anterior nos mesmos moldes.
Em audiência pública realizada em abril, foram debatidos impactos sociais, econômicos, familiares e de saúde relacionados à mudança na jornada dos empregados da ArcelorMittal.
Na ocasião, conforme cobertura local, a empresa informou por correspondência que o tema vinha sendo tratado internamente com empregados e sindicato e que, diante da ausência de acordo sindical e da necessidade de cumprir a legislação, adotou escala de turno fixo com jornada diária de 7h20, sem alteração no salário base.
Ainda durante a audiência, representantes sindicais afirmaram que centenas de trabalhadores foram diretamente afetados pela mudança.
A ArcelorMittal também alegou, segundo documento lido na reunião, que o setor siderúrgico enfrenta cenário desafiador, com queda na produção, redução de margens e concorrência do aço importado, o que dificultaria, no momento, a proposta apresentada pelo sindicato.
Não havia, até a última atualização, confirmação oficial sobre a duração da paralisação, eventuais desvios no trânsito ou posicionamento atualizado da empresa sobre a manifestação desta quinta-feira.
O impasse segue em negociação entre sindicato, trabalhadores e ArcelorMittal.