CSN é multada em R$ 39 milhões pelo TRF-6 por atraso para reduzir participação na Usiminas
Tribunal considerou 391 dias de descumprimento do prazo para baixar fatia abaixo de 5%, em medidas acompanhadas pelo Cade; processo está em sigilo.
A Polícia Federal optou por não apoiar o acordo de colaboração premiada proposto por Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, nas investigações que apuram suspeitas de fraudes bilionárias no Sistema Financeiro Nacional. A posição da corporação já foi informada ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), responsável pela relatoria do inquérito.
Polícia Federal optou por não apoiar o acordo de colaboração premiada proposto por Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master.
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
De acordo com fontes da PF ouvidas pela Agência Brasil, os investigadores avaliaram que as informações levadas por Vorcaro às negociações não se sustentavam. O conteúdo, segundo esses relatos, foi comparado com provas e indícios reunidos desde 2024, ano em que a apuração foi aberta a pedido do Ministério Público Federal (MPF).
A investigação teve como foco inicial a suspeita de emissão de títulos de crédito financeiro sem a cobertura necessária, ponto que motivou a instauração do procedimento.
Apesar da recusa da Polícia Federal em endossar a proposta neste momento, a hipótese de colaboração não foi descartada por completo. O cenário pode mudar se o investigado apresentar novos elementos que sejam considerados relevantes em tratativas futuras.
Paralelamente, a Procuradoria-Geral da República ainda analisa a delação ofertada por Vorcaro, o que mantém a discussão sobre um eventual acordo em andamento.
Vorcaro foi preso preventivamente em novembro de 2025, durante a primeira etapa da Operação Compliance Zero. Ele permaneceu detido por dez dias e acabou solto por decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região.
Mais tarde, voltou a ser preso em 4 de março deste ano, quando a terceira fase da operação avançou sobre suspeitas de fraudes financeiras ligadas ao Banco Master.
Também em novembro de 2025, o Banco Central determinou a liquidação extrajudicial do Banco Master. A partir daí, o caso passou a envolver diferentes linhas de investigação, incluindo suspeitas relacionadas a operações financeiras, possíveis vantagens indevidas e vínculos do grupo com agentes públicos — todas sob apuração das autoridades competentes.
No contexto das conversas para um possível acordo, Vorcaro havia sido levado em março para uma sala especial na Superintendência da Polícia Federal em Brasília. Com o enfraquecimento das tratativas, ele foi transferido nesta semana para uma cela na própria superintendência.
Segundo o que consta no relato, ainda existe a possibilidade de que ele seja novamente removido, desta vez para a Penitenciária Federal.