CSN é multada em R$ 39 milhões pelo TRF-6 por atraso para reduzir participação na Usiminas
Tribunal considerou 391 dias de descumprimento do prazo para baixar fatia abaixo de 5%, em medidas acompanhadas pelo Cade; processo está em sigilo.
A empresária Roberta Luchsinger prestou depoimento à Polícia Federal na quarta-feira (20), em meio às investigações da Operação Sem Desconto, que apura descontos associativos indevidos em aposentadorias e pensões do INSS. A oitiva buscou esclarecer a relação dela com Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, e com Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva
Foto: Reprodução
Durante o depoimento, Roberta afirmou que prestou serviços a Antônio Carlos ligados à regulação do mercado de canabidiol no Brasil, mas negou saber de qualquer suspeita contra ele quando os contatos ocorreram. A empresária também confirmou amizade antiga com Lulinha e a esposa dele, mas negou ter repassado dinheiro ao filho do presidente ou ter mantido relação financeira com ele.
Sobre a viagem de Lulinha a Portugal com Antônio Carlos, Roberta disse que não participou do deslocamento. A versão apresentada pela defesa da empresária é de que a viagem teria relação com prospecção de negócios no setor de cannabis medicinal, fora do escopo do trabalho que ela afirma ter prestado.
Relatórios da Polícia Federal citados em decisões judiciais apontam que uma empresa em nome de Roberta, a RL Consultoria e Intermediações Limitada, teria recebido cerca de R$ 1,5 milhão de uma empresa ligada ao “Careca do INSS”. A investigação apura se os valores tiveram relação com o esquema de fraudes. A defesa da empresária nega irregularidades e sustenta que os serviços estavam ligados a tratativas no setor de canabidiol.
A Operação Sem Desconto foi deflagrada pela Polícia Federal e pela Controladoria-Geral da União para investigar um esquema nacional de descontos não autorizados em benefícios previdenciários. Segundo a PF, entidades investigadas teriam cobrado de aposentados e pensionistas cerca de R$ 6,3 bilhões entre 2019 e 2024.
Operação Sem Desconto foi deflagrada pela Polícia Federal e pela Controladoria-Geral da União
Foto: Redes sociais
A CNN informou que, durante a oitiva, a PF não perguntou a Roberta sobre quem seria o “filho do rapaz”, expressão citada em conversa atribuída ao “Careca do INSS” sobre um pagamento de R$ 300 mil. A oposição associa a menção a Lulinha, mas não há confirmação oficial dessa identificação. A defesa do filho do presidente nega irregularidades.
O caso também provocou controvérsia política após a Polícia Federal mudar a coordenação dos inquéritos, que passaram da área de crimes previdenciários para a coordenação de casos que tramitam em tribunais superiores. Parlamentares de oposição questionam a alteração, enquanto a PF informou, segundo a CNN, que os delegados do caso seguem vinculados à mesma diretoria. A investigação continua em andamento.