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Tribunal considerou 391 dias de descumprimento do prazo para baixar fatia abaixo de 5%, em medidas acompanhadas pelo Cade; processo está em sigilo.
Timóteo deu início, na manhã desta quinta-feira (21), à agenda de 2026 do Plano Integrado de Prevenção, Controle e Combate a Incêndios Florestais. A primeira reunião do ano foi realizada na Casa Ambiental e reuniu representantes do Instituto Estadual de Florestas (IEF), Corpo de Bombeiros, Defesas Civis de Timóteo, Jaguaraçu e Marliéria, além de empresas, associações de moradores e organizações da sociedade civil.

Foto: Divulgação
O encontro marcou o começo das ações coordenadas para o período de estiagem e trouxe uma mudança importante: o plano, antes concentrado no entorno do Parque Estadual do Rio Doce (PERD), passa a ampliar o olhar para todo o território do município. Entre as áreas que receberão atenção especial estão o Pico do Ana Moura, bairros próximos e a região do Cachoeira do Vale.

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Localizada no Vale do Aço, Timóteo é cercada por áreas de vegetação e tem mais de 35% do seu território dentro do PERD, além de cerca de 60% de área verde. Essa característica, segundo os participantes, coloca o município em condição de maior risco diante de incêndios florestais.
O histórico também pesa: em 2007, a cidade enfrentou uma sequência de ocorrências em diferentes pontos, com registro de mais de mil hectares queimados. Além de atingir fauna e flora, o fogo compromete o solo e pode fragilizar encostas, elevando a chance de problemas no período chuvoso, como enchentes.
uma área queimada deixa o solo suscetível a problemas com as chuvas, como já vimos em enchentes ocorridas em 2025
Capitão Joel Mafra
Durante a reunião, o vice-prefeito Marcelo Martins chamou atenção para a necessidade de atuação conjunta para conter a propagação rápida do fogo e reduzir danos ambientais. Já a analista ambiental do IEF, Lariane Juncker, defendeu a participação direta da comunidade, com o envolvimento de empresas e associações para ampliar o número de pessoas capacitadas a atuar como monitores no território.

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O Tenente Paes, do Corpo de Bombeiros, alertou para comportamentos que agravam o risco, como a queima de lixo, apontada por ele como uma prática comum e problemática, especialmente quando feita sem conhecimento técnico.

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Entre as estratégias discutidas no encontro estiveram a manutenção de aceiros — faixas de proteção que ajudam a impedir o avanço das chamas —, em parceria com empresas como a Aperam e proprietários de grandes áreas. Também foram citadas campanhas educativas, a exemplo do Alerta Verde, voltadas tanto para comunidades próximas ao parque quanto para bairros como Ana Moura e Cachoeira do Vale.
Outra frente prevista é o fortalecimento de brigadas voluntárias, com treinamentos contínuos em centros de educação ambiental para preparar moradores para o combate inicial a focos de incêndio. A integração entre Defesa Civil, Corpo de Bombeiros e IEF para monitoramento e resposta rápida a focos de calor também foi destacada como eixo do plano.
O subsecretário de Meio Ambiente, José Robson, lembrou que a reunião ocorre às vésperas da Semana do Meio Ambiente, programada de 1º a 5 de junho — data em que se celebra o Dia Mundial do Meio Ambiente. Para ele, as iniciativas de educação ambiental são decisivas para que a população entenda seu papel na preservação e para reforçar que prevenir é mais eficiente do que remediar.
As recomendações apresentadas incluem não fazer queimadas para limpeza de lotes ou descarte de lixo e evitar qualquer uso de fogo perto de áreas de mata, especialmente em regiões consideradas críticas, como Alphaville, Ana Moura e Cachoeira do Vale. Também foi indicada a importância de manter aceiros em boas condições e buscar orientação da Defesa Civil para a construção dessas faixas de proteção, além de denunciar incêndios criminosos.
Em caso de emergência ou necessidade de acionamento, os contatos informados foram: 193 (Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais), 156 (Defesa Civil), 3847-4783 (Defesa Civil de Timóteo) e 190 (Polícia Militar).
Ao final, os participantes reforçaram que a redução dos impactos dos incêndios depende da atuação conjunta entre poder público, empresas e moradores, com a meta de proteger o patrimônio ambiental de Timóteo e do PERD, agora com a atenção estendida a toda a cidade.