CSN é multada em R$ 39 milhões pelo TRF-6 por atraso para reduzir participação na Usiminas
Tribunal considerou 391 dias de descumprimento do prazo para baixar fatia abaixo de 5%, em medidas acompanhadas pelo Cade; processo está em sigilo.
O Novo Desenrola Brasil já renegociou cerca de R$ 12 bilhões em dívidas desde o lançamento da nova fase do programa, no início de maio. O balanço foi apresentado nesta quinta-feira (21) pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, que informou que a iniciativa alcançou mais de 1 milhão de CPFs e aproximadamente 1,1 milhão de operações.
Novo Desenrola Brasil já renegociou cerca de R$ 12 bilhões em dívidas .
Foto: Henrique Lacerda/Plox
No eixo voltado às famílias, 449 mil dívidas foram quitadas à vista. Esses débitos somavam originalmente R$ 1,06 bilhão, mas foram encerrados por R$ 154,2 milhões após os descontos, com abatimento médio próximo de 85%, segundo o Ministério da Fazenda.
Outras 685,5 mil operações foram refinanciadas com garantia do Fundo Garantidor de Operações (FGO). Nesse grupo, o estoque original das dívidas era de cerca de R$ 9 bilhões e passou para R$ 1,36 bilhão após a renegociação. Somadas, as operações quitadas e refinanciadas no Desenrola Famílias chegam a aproximadamente R$ 10 bilhões em débitos renegociados.
O governo também atualizou os dados do Desenrola Fies, voltado a contratos em atraso do Fundo de Financiamento Estudantil. Até 19 de maio, foram renegociados 34.087 contratos, com dívidas que somavam R$ 2,04 bilhões e caíram para R$ 410,2 milhões após os acordos. O desconto médio nessa modalidade ficou perto de 80%.
A partir de 26 de maio, trabalhadores poderão usar recursos do FGTS para quitar dívidas dentro do programa. As consultas começam no dia 25. Pelas regras anunciadas, será possível utilizar até 20% do saldo disponível no fundo ou até R$ 1 mil, prevalecendo o maior valor. A equipe econômica estima liberar até R$ 8,2 bilhões para esse tipo de pagamento, além de cerca de R$ 7 bilhões do saque-aniversário residual.
A nova fase do Desenrola também contempla empresas, estudantes do Fies e produtores rurais. Para micro e pequenas empresas, as modalidades ligadas ao Pronampe e ao Procred passaram a ter condições mais flexíveis, prazos maiores e maior tolerância a atrasos. O governo ainda prepara uma nova versão do programa para consumidores adimplentes, sem dívidas em atraso, mas que buscam trocar débitos caros por crédito em melhores condições.