Justiça condena empresas de engenharia de Coronel Fabriciano por uso irregular de softwares sem licença

Decisão do TJMG apontou instalação irregular do AutoCAD 2014 e do Revit 2021 em notebook usado no setor de engenharia e aplicou multa por litigância de má-fé.

22/05/2026 às 09:44 por Redação Plox

Duas empresas de engenharia de Coronel Fabriciano, no Vale do Aço, foram condenadas pela 18ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Minas Gerais a pagar R$ 177,3 mil por uso de softwares sem licença. A decisão reformou sentença de primeira instância, que havia rejeitado o pedido de indenização feito pela Autodesk, proprietária dos programas.


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Foto: Freepik


O caso teve início

O caso teve início após uma perícia judicial identificar a instalação irregular dos programas AutoCAD 2014 e Revit 2021 em um notebook usado no setor de engenharia das empresas. Para o tribunal, a presença dos softwares no ambiente profissional indicou benefício econômico e uso ligado à atividade empresarial.

As companhias alegaram

As companhias alegaram que o equipamento pertencia a um engenheiro terceirizado e sustentaram que não utilizavam programas irregulares em suas atividades. O relator do recurso, desembargador Sérgio André da Fonseca Xavier, entendeu, porém, que as empresas tinham responsabilidade pelo ambiente de trabalho e pelos atos de funcionários e colaboradores.

A indenização foi fixada

A indenização foi fixada em valor equivalente a dez vezes o preço de mercado das licenças originais dos programas. O entendimento do colegiado foi de que a medida tem caráter punitivo e pedagógico, com objetivo de desestimular a pirataria de software e proteger direitos autorais.

Além da indenização

Além da indenização, os desembargadores aplicaram multa de 2% sobre o valor da causa por litigância de má-fé. O tribunal considerou que os embargos apresentados pelas empresas buscavam rediscutir pontos já analisados e atrasar o andamento do processo.

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