Falha na plataforma do INSS expõe dados; acesso indevido pode chegar a 1,7 milhão de CPFs

Incidente foi identificado pela Dataprev em 22 de abril e comunicado à ANPD; apuração ainda não tem balanço fechado, e técnicos estimam até 2 milhões de cadastros expostos.

22/05/2026 às 10:53 por Redação Plox

Uma falha de segurança na plataforma digital do INSS expôs dados de segurados da Previdência Social. O incidente foi identificado pela Dataprev em 22 de abril e comunicado à Agência Nacional de Proteção de Dados, enquanto o número final de pessoas afetadas ainda está em consolidação pelo órgão responsável pelos sistemas previdenciários.

Aplicativo Meu INSS

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Foto: Joédson Alves / Agência Brasil


Segundo o INSS

Segundo o INSS, informações preliminares indicam que 97% dos CPFs acessados eram de cidadãos já falecidos. A Dataprev apurou cerca de 50 mil casos envolvendo pessoas sem registro de óbito, o que representa menos de 3% do total informado pelo instituto.

Com base nesses percentuais, o total de CPFs acessados indevidamente pode chegar a aproximadamente 1,7 milhão. Técnicos ouvidos pela Folha de S.Paulo estimam que a exposição possa ter alcançado até 2 milhões de cadastros, mas o INSS ainda não divulgou um balanço fechado sobre o caso.

A Dataprev informou à Folha

um evento de segurança em fase de apuração envolvendo a plataforma Meu INSSA Dataprev informou à Folha

e que, por se tratar de incidente ainda em análise, não anteciparia dados sobre volume ou impacto. A empresa é responsável pelo processamento de informações da Previdência Social.

O INSS afirmou

O INSS afirmou que a exposição de dados não garante acesso a benefícios. O órgão citou que concessões previdenciárias dependem de documentos e etapas de comprovação, como biometria facial em empréstimos consignados e certidão de óbito em pedidos de pensão por morte.

De acordo com o instituto, medidas foram adotadas após a identificação do problema, e os controles internos vêm sendo reforçados para ampliar a segurança na análise e na gestão de benefícios. Até o momento, não foi informado oficialmente que o vazamento tenha resultado em concessão irregular de benefício ou contratação fraudulenta ligada ao episódio.

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