Bolsonaro tenta blindar Flávio e conter crise após laços com banqueiro investigado
Crise no entorno do PL envolve conversas sobre recursos para o filme “Dark Horse” e reacende debate interno sobre alternativas para 2026.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a criticar a Operação Lava Jato nesta sexta-feira (22), durante entrevista ao programa Sem Censura, da TV Brasil. Ao comentar a relação entre política, corrupção e opinião pública, ele afirmou que a investigação foi
a grande mentira do século 21 no Brasile voltou a defender que sua atuação teve efeitos negativos sobre a economia.
Na entrevista, Lula disse que não pretendia se aprofundar no próprio caso, mas acusou a operação de não ter comprovado as acusações que sustentaram parte das condenações. O presidente também direcionou críticas ao ex-juiz Sergio Moro e ao ex-procurador Deltan Dallagnol, nomes centrais da Lava Jato em Curitiba, além de afirmar que veículos de comunicação ajudaram a ampliar a repercussão da força-tarefa.
Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
Foto: Ricardo Stuckert / PR
Lula também associou a operação à destruição de empresas e empregos. Segundo ele, em casos de corrupção envolvendo companhias, o correto seria responsabilizar dirigentes e preservar a atividade econômica. O presidente afirmou que “quatro milhões de empregos” teriam sido desmontados em razão dos desdobramentos da Lava Jato, número citado por ele durante a entrevista.
A Operação Lava Jato foi deflagrada em março de 2014 para investigar crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. De acordo com o Ministério Público Federal, as primeiras apurações miravam organizações criminosas que teriam participação de agentes públicos, empresários e doleiros, com atuação inicial na Justiça Federal em Curitiba. A investigação se expandiu para outros estados e, em 2021, o modelo de força-tarefa foi incorporado aos Grupos de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado.
Lula foi condenado em processos ligados à Lava Jato, mas as condenações foram anuladas em 2021 pelo Supremo Tribunal Federal. Na época, o ministro Edson Fachin entendeu que a 13ª Vara Federal de Curitiba não tinha competência para julgar as acusações contra o então ex-presidente. Em outro julgamento, a Segunda Turma do STF reconheceu a parcialidade de Sergio Moro na condução do processo do tríplex do Guarujá.
As declarações reacendem a disputa política em torno do legado da Lava Jato. Enquanto apoiadores da operação defendem que ela expôs esquemas de corrupção e recuperou recursos públicos, críticos apontam abusos processuais, impactos econômicos e uso político das investigações. Até o momento, não há informação de manifestação recente de Moro ou Dallagnol sobre as falas desta sexta-feira.