Saúde de SP reforça protocolo para suspeitas de ebola; risco de chegada ao Brasil é muito baixo

Orientação prevê isolamento e notificação imediata de pacientes com febre e viagem recente a áreas com transmissão no Congo e em Uganda.

22/05/2026 às 07:17 por Redação Plox

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo reforçou as orientações à rede estadual para identificar, isolar, notificar e atender eventuais casos suspeitos de ebola. A medida é preventiva e ocorre em meio ao avanço de surtos na República Democrática do Congo e em Uganda, na África, monitorados pela Organização Mundial da Saúde


Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo reforçou as orientações à rede estadual para identificar, isolar, notificar e atender eventuais casos suspeitos de ebola.

Foto: Arte criada por Inteligência Artificial/ Henrique Lacerda/Plox


o risco de introdução da doença no Brasil e na América do Sul segue muito baixo

Apesar do alerta aos serviços de saúde, a avaliação da pasta paulista é de que o risco de introdução da doença no Brasil e na América do Sul segue muito baixo. Entre os fatores apontados estão a ausência histórica de transmissão local no continente sul-americano, a inexistência de voos diretos entre a região afetada e a América do Sul e a forma de contágio, que exige contato direto com sangue, secreções ou outros fluidos corporais de pessoas infectadas e sintomáticas.

Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional

A OMS declarou o surto causado pela cepa Bundibugyo como Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional, mas informou que a situação não se enquadra como emergência pandêmica. Até a atualização mais recente do órgão, havia 51 casos confirmados na República Democrática do Congo, dois casos importados em Uganda e quase 600 casos suspeitos, com 139 mortes suspeitas


OMS declarou o surto causado pela cepa Bundibugyo como Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional.

Foto: Arte criada por Inteligência Artificial/ Henrique Lacerda/Plox


Em São Paulo

Em São Paulo, os serviços de saúde foram orientados a manter atenção especial a pacientes com febre e histórico de viagem, nos últimos 21 dias, para áreas com transmissão do vírus, ou contato com sangue e fluidos corporais de caso suspeito ou confirmado. O período de incubação da doença varia de dois a 21 dias, e os sintomas podem incluir febre alta, dor de cabeça intensa, dores musculares, fadiga, náuseas, vômitos, diarreia e dor abdominal. Em quadros graves, pode haver manifestações hemorrágicas, choque e insuficiência de múltiplos órgãos.

Casos suspeitos deverão ser comunicados imediatamente

Casos suspeitos deverão ser comunicados imediatamente à Vigilância Epidemiológica municipal e ao Centro de Vigilância Epidemiológica estadual. O transporte de pacientes, se necessário, ficará a cargo do Grupo de Resgate e Atendimento às Urgências e Emergências, após avaliação da notificação. O Instituto de Infectologia Emílio Ribas, na capital, é a unidade de referência para atendimento, e o Instituto Adolfo Lutz será responsável pela investigação laboratorial das amostras suspeitas.

não possui, até o momento, vacina licenciada nem terapia específica aprovada

A cepa Bundibugyo não possui, até o momento, vacina licenciada nem terapia específica aprovada. Vacinas e tratamentos existentes foram desenvolvidos para a cepa Zaire e não têm eficácia comprovada para a variante associada ao surto atual. A orientação oficial é manter vigilância epidemiológica, identificação precoce de viajantes com quadro compatível, isolamento oportuno e adoção das medidas de biossegurança recomendadas.

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