CSN é multada em R$ 39 milhões pelo TRF-6 por atraso para reduzir participação na Usiminas
Tribunal considerou 391 dias de descumprimento do prazo para baixar fatia abaixo de 5%, em medidas acompanhadas pelo Cade; processo está em sigilo.
O banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, aceitou elevar de R$ 40 bilhões para R$ 60 bilhões o valor que se comprometeria a devolver em uma eventual colaboração premiada com a Procuradoria-Geral da República. A informação foi publicada pelo g1 e pela GloboNews nesta sexta-feira (22), com base em interlocutores que acompanham as negociações.
Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, aceitou elevar de R$ 40 bilhões para R$ 60 bilhões.
Foto: Divulgação/Polícia Federal
Apesar do novo valor, ainda não há acordo fechado. A PGR teria informado à defesa de Vorcaro que, além da ampliação da quantia a ser devolvida, será necessário refazer o roteiro da proposta de delação. A avaliação, segundo a reportagem, é que o material apresentado até agora não permitiria a formalização do acordo.
A Polícia Federal já recusou endossar a proposta de colaboração, por considerar inconsistentes as informações apresentadas pelo banqueiro em relação aos elementos reunidos na investigação. A decisão foi comunicada ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, relator do inquérito sobre suspeitas de fraudes bilionárias no Sistema Financeiro Nacional.
Mesmo após a recusa da PF, a PGR manteve as conversas com a defesa. A eventual colaboração, caso avance, ainda precisará ser submetida ao STF. Caberá ao ministro André Mendonça avaliar a legalidade do acordo e homologar ou não os termos negociados entre os órgãos de investigação e os advogados.
Mesmo após a recusa da PF, a PGR manteve as conversas com a defesa.
Foto: Reprodução/FRAME TV
O destino dos valores eventualmente devolvidos também dependerá de definição no âmbito do acordo. Entre os possíveis interessados estão o Fundo Garantidor de Créditos, que atua no ressarcimento de clientes em casos de quebra de instituições financeiras, e o Banco de Brasília, que tenta reaver valores após negociações com o Banco Master antes do colapso da instituição.
Vorcaro está preso preventivamente no contexto da Operação Compliance Zero. Segundo o STF, ele e outros investigados são alvos de apurações que envolvem supostas fraudes no Banco Master. A defesa do banqueiro nega irregularidades, e as acusações ainda dependem de conclusão das investigações e de eventual julgamento.