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    Greve dos tanqueiros: corrida aos postos pode agravar desabastecimento em Minas

    Sindicato confirmou que a paralisação já impacta os mineiros, com falta de combustível em alguns locais

    Por Plox

    22/10/2021 10h23 - Atualizado há cerca de 1 mês

    A greve dos tanqueiros, deflagrada nesta quinta-feira (21) em Minas Gerais, já impacta a vida dos mineiros. Em alguns locais começa a faltar combustível, mas uma corrida aos postos de gasolina pode agravar a situação, avaliou o Minaspetro (Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo no Estado de Minas Gerais).

    Encher o tanque sem necessidade, neste momento, pode fazer faltar o produto para outros motoristas. "É justamente essa ação que pode causar e agravar o desabastecimento", explicou o sindicato.

    O movimento grevista, que não tem data para ser encerrado, ocorre em protesto contra a escalada do preço do combustível. "O Minaspetro está monitorando a situação da greve dos tanqueiros e informa que os postos com estoques reduzidos já apresentam problemas de abastecimento", ressaltou.

    O sindicato disse que entrou em contato formalmente com o governo de Minas e solicitou que o pleito dos caminhoneiros fosse atendido. "Uma das soluções apontadas para se abrir a negociação foi o congelamento do PMPF, base de cálculo para a incidência do ICMS, pleito do Minaspetro desde o início da pandemia. O congelamento do preço de pauta conteria momentaneamente a escalada dos preços na bomba", destacou.

    Em nota, o Minaspetro ainda declarou ser solidário aos caminhoneiros e disse que está "trabalhando fortemente junto às autoridades em busca de soluções para a redução do ICMS". No entanto, opinou que a greve não é a melhor solução para o problema, "uma vez que a paralisação prejudica a população e gera ainda mais incertezas no mercado de combustíveis já em crise nacional".

    Paralisação dos tranqueiros já impacta o fornecimento de combustível no Estado Foto Foto: Moisés Silva / O Tempo
    Paralisação dos tranqueiros já impacta o fornecimento de combustível no EstadoFoto: Moisés Silva / O Tempo

    Greve

    O Sindtanque (Sindicato das Empresas Transportadoras de Combustíveis e Derivados de Petróleo) informou que a greve segue "firme e forte". A estimativa é de que 80% da categoria aderiu à greve.

    “Em protesto contra o ICMS dos combustíveis em Minas e os altos custos dos combustíveis praticados pela Petrobras, dois caixões, simbolizando a ‘morte do frete’, foram colocados na entrada da BR Distribuidora. O movimento também está sendo realizado no Rio de Janeiro e Espírito Santo”, divulgou o Sinditanque-MG. 

    O governo de Minas ainda não declarou quando vai se reunir com os manifestantes. O Executivo estadual lembrou que, no último dia 13, a Câmara dos Deputados aprovou um Projeto de Lei que estabelece um valor fixo para o ICMS dos combustíveis em todo o país. 

    Os governos estaduais já se posicionaram contra a mudança e afirmam que ela representaria perda anual de R$ 32 bilhões em arrecadação, R$ 3,6 bilhões só em Minas Gerais. 

    "Essa redução também terá impacto direto nos cofres dos 853 municípios mineiros, uma vez que 25% (R$ 900 milhões) são destinados às prefeituras. Importante ressaltar que esses recursos são essenciais para o funcionamento dos serviços públicos necessários para toda a população", declarou, por meio de nota. 

    Mais uma vez, o governo de Minas reforçou que os últimos reajustes nos valores dos combustíveis devem-se à política de preços praticada pela Petrobras, e não ao ICMS. 

    Fonte: https://www.otempo.com.br/cidades/greve-dos-tanqueiros-corrida-aos-postos-pode-agravar-desabastecimento-em-minas-1.2559092
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