Governo anuncia pacote para conter alta dos combustíveis com subsídio de até R$ 0,89 na gasolina
Desconto ainda depende de ato do Ministério da Fazenda e pode começar entre R$ 0,40 e R$ 0,45 por litro, segundo o Planejamento.
Na noite do último domingo, 21, Sérgio Rodrigues da Costa Silva, conhecido como Sérgio Bomba, foi assassinado em um quiosque no bairro Recreio dos Bandeirantes, zona oeste do Rio de Janeiro. Sérgio Bomba, 44 anos, acusado de liderar uma milícia, estava acompanhado de sua namorada, que não sofreu ferimentos durante o ataque. O crime, capturado em vídeo e disseminado nas redes sociais, ocorreu na Avenida Lúcio Costa.

Testemunhas relataram que um homem aproximou-se do local e efetuou os disparos diretamente contra o miliciano. A Polícia Militar, acionada imediatamente, apenas constatou o óbito de Sérgio Bomba ao chegar. A Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) isolou a cena para a realização da perícia e assumiu as investigações do caso.
Sérgio Bomba já havia sido preso em 2017, durante a Operação Hórus, que visava combater a milícia na região. Naquela ocasião, 14 suspeitos foram detidos e armamentos variados foram apreendidos. As acusações contra o grupo incluíam extorsão a moradores e comerciantes, grilagem de terras e roubo de veículos.
A área onde ocorreu o assassinato tem sido palco de recorrentes episódios de violência, atribuídos à disputa entre facções milicianas. Essa tensão se intensificou após a prisão de Luiz Antônio da Silva Braga, conhecido como Zinho, em dezembro, gerando uma luta pelo controle da região.
No dia anterior ao assassinato, Sérgio Bomba sobreviveu a um atentado em Sepetiba, onde houve troca de tiros com um grupo rival. A Polícia Militar foi acionada, mas ao chegar ao local, encontrou apenas um carro com marcas de tiros.
O vazio de poder deixado após a prisão de Zinho, que se entregou à Polícia Federal no Natal passado, é visto como o principal catalisador do recente aumento de violência. Zinho, que nunca foi militar, destacou-se no grupo criminoso por sua capacidade de gerir as finanças da organização.
Além de Zinho, Matheus da Silva Rezende, seu sobrinho e braço direito, conhecido como Faustão ou Teteu, também teve papel central na milícia. Em outubro de 2023, Faustão foi morto em confronto com a polícia, o que desencadeou uma série de ataques a ônibus na zona oeste do Rio.
Em paralelo, um caso de assassinato de três médicos em outubro do ano passado, também na zona oeste, é investigado pela polícia. A hipótese é que um dos médicos foi confundido com um membro da milícia. Este crime está sob investigação conjunta das polícias do Rio de Janeiro, São Paulo e da Polícia Federal.
Até o momento, não foram obtidos comentários da defesa da vítima sobre as acusações de envolvimento com atividades criminosas.