Justiça mantém prisão de Deolane Bezerra após audiência de custódia em SP

Defesa pediu prisão domiciliar, e OAB-SP solicitou Sala de Estado-Maior, mas pedidos não foram acolhidos; influenciadora foi transferida para Tupi Paulista

23/05/2026 às 09:18 por Redação Plox

Deolane diz ter problemas psicológicos em audiência; prisão é mantida e influenciadora vai para presídio no interior

A advogada e influenciadora Deolane Bezerra teve a prisão preventiva mantida após audiência de custódia realizada na quinta-feira (21), em São Paulo, no âmbito da Operação Vérnix, que investiga suspeitas de lavagem de dinheiro ligada ao Primeiro Comando da Capital (PCC). Durante a audiência, ela relatou problemas psicológicos e afirmou que receitas médicas já haviam sido anexadas ao processo.

Deolane declarou ao magistrado que não sofreu ilegalidades no momento da prisão, mas questionou a apreensão de objetos pessoais, incluindo itens do filho, segundo informações publicadas sobre a audiência. O juiz orientou a defesa a tratar o pedido de devolução dos bens com o magistrado responsável pelo caso.

A influenciadora também afirmou que foi presa enquanto exercia a advocacia e negou ligação com a facção criminosa. Ela disse que valores investigados teriam relação com honorários advocatícios. O Ministério Público defendeu que a audiência de custódia não era o momento adequado para reavaliar os fundamentos da prisão preventiva e se manifestou pela manutenção da medida.

Deolane Bezerra em audiência de custódia

Deolane Bezerra em audiência de custódia

Foto: reprodução


A defesa pediu que Deolane fosse colocada em prisão domiciliar, alegando que ela é mãe de uma criança de 9 anos. A OAB de São Paulo também solicitou que a influenciadora, por ser advogada, fosse encaminhada a uma Sala de Estado-Maior ou, alternativamente, ao regime domiciliar. O pedido não foi acolhido, e a prisão preventiva foi mantida.

A Operação Vérnix foi deflagrada pela Polícia Civil de São Paulo e pelo Ministério Público de São Paulo. De acordo com a investigação, o suposto esquema usaria empresas, contas bancárias e uma transportadora apontada como fachada para movimentar valores atribuídos ao PCC. Deolane é investigada, mas não há condenação no caso.

A ação teve origem em apurações iniciadas após bilhetes com ordens internas da facção serem encontrados em 2019 em uma unidade prisional de Presidente Venceslau, no interior paulista. As autoridades afirmam que a investigação avançou até identificar movimentações financeiras, veículos, imóveis e empresas vinculadas aos investigados.

Após passar a primeira noite na Penitenciária Feminina de Santana, na capital paulista, Deolane foi transferida nesta sexta-feira (22) para a Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, no interior de São Paulo. A unidade fica a cerca de 670 quilômetros da capital, e a transferência ocorreu sob escolta.

A Operação Vérnix resultou em seis prisões preventivas decretadas, bloqueio de valores superiores a R$ 327 milhões, sequestro de veículos e imóveis ligados aos investigados. O caso segue sob investigação, e a defesa da influenciadora afirma que ela é inocente e que os fatos serão esclarecidos no processo.

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