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    Varíola do macaco avança mundialmente, e número de casos passa de 160 em 16 países

    Europa concentra maioria dos diagnósticos, mas há confirmações na Austrália, EUA, Canadá e Israel e uma suspeita na Argentina

    Por Plox

    24/05/2022 02h17 - Atualizado há cerca de 1 mês

    Cresce diariamente o número de casos de varíola do macaco confirmados no mundo. O total, que era de 77 na sexta-feira (20), passou para 169 nesta segunda-feira (23), segundo um monitoramento em tempo real conduzido pela iniciativa Global.health.

    Já são 16 os países que têm pelo menos um caso da doença:

     

    Espanha e Portugal concentram o maior número de casos de varíola do macaco

     

    • Inglaterra: 56
    • Espanha: 41
    • Portugal: 37
    • Países Baixos: 6
    • Canadá: 5
    • Itália: 4
    • Alemanha: 4
    • Bélgica: 4
    • França: 3
    • Austrália: 2
    • Estados Unidos: 2
    • Dinamarca: 1
    • Suécia: 1
    • Áustria: 1
    • Suíça: 1
    • Israel: 1

    Além desses casos, há dezenas de outros em que há a suspeita da doença, incluindo o de um homem na Argentina que retornou de viagem à Espanha.

    O primeiro caso de pessoa infectada com o vírus da varíola do macaco – monkeypox, em inglês – fora do continente africano foi detectado no Reino Unido. O paciente havia viajado à Nigéria, mas autoridades locais dizem que o caso não tem conexão com nenhum dos outros.

     

     

     

    "As investigações epidemiológicas estão em andamento. No entanto, os casos relatados até agora não têm ligação de viagem estabelecida para áreas endêmicas. Com base nas informações atualmente disponíveis, os casos foram identificados principalmente, mas não exclusivamente, entre homens que fazem sexo com homens (HSH) que procuram atendimento na atenção primária e nas clínicas de saúde sexual", disse a OMS (Organização Mundial da Saúde) em nota divulgada no sábado (21).

    A organização trata o surto atual como "um evento altamente incomum" e espera que mais casos surjam em outros países fora da África nos próximos dias.

    A varíola do macaco é considerada endêmica (ocorre com frequência) no Benin, Camarões, República Centro-Africana, República Democrática do Congo, Gabão, Gana (identificada apenas em animais), Costa do Marfim, Libéria, Nigéria, República do Congo, Serra Leoa e Sudão do Sul.

    Trata-se de uma doença viral que atinge principalmente os macacos, mas eles não são os hospedeiros naturais – acredita-se que sejam roedores.

    Todavia, o vírus pode ser transmitido eventualmente de roedores para humanos e posteriormente entre pessoas, que é o que tem sido observado atualmente.

    A via de transmissão aérea (por gotículas) não é considerada tão eficaz, sendo necessário um contato próximo e prolongado entre duas pessoas. Por isso, beijo e contato sexual estão sendo investigados como possíveis meios de contágio nos casos atuais.

    O vírus da varíola do macaco identificado no Reino Unido é da cepa da África Ocidental. A OMS diz que esse tipo parece "causar uma doença menos grave em comparação com a cepa da bacia do Congo".

    Os sintomas da doença se assemelham aos de uma gripe. A Opas (Organização Pan-Americana da Saúde), braço da OMS no continente, afirma que os seguintes sinais devem ser observados:

    • dor de cabeça;
    • febre de início súbito (acima de 38,5°C);
    • dores musculares;
    • dor nas costas;
    • fraqueza; e
    • inchaço de linfonodos.

    As tradicionais feridas na pele costumam ocorrer alguns dias após o início da febre, mas é possível que nem todos os pacientes as apresentem.

    Fonte: https://noticias.r7.com/saude/variola-do-macaco-avanca-mundialmente-e-numero-de-casos-passa-de-160-em-16-paises-23052022
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