CSN é multada em R$ 39 milhões pelo TRF-6 por atraso para reduzir participação na Usiminas
Tribunal considerou 391 dias de descumprimento do prazo para baixar fatia abaixo de 5%, em medidas acompanhadas pelo Cade; processo está em sigilo.
O empresário Cal Gonçalez Junior, de 53 anos, nasceu no Rio de Janeiro, filho de pai espanhol e mãe amazonense. Atualmente residindo em Barcelos (AM), ele conquistou reconhecimento mundial ao transformar o vapor da transpiração das árvores amazônicas em água potável e fundar a Ô Amazon Air Water, marca que hoje figura entre as mais exclusivas no mercado de "águas finas".

Cal Gonçalez ganhou destaque ao ser escolhido pelo presidente Lula para presentear o líder chinês Xi Jinping com uma de suas garrafas exclusivas. Suas águas já chegaram a mercados exigentes como França, Reino Unido, Estados Unidos, Emirados Árabes e Macau, consolidando a marca como sinônimo de luxo e inovação.
“Não se trata apenas de vender água”, explicou Gonçalez em entrevista à Folha de S.Paulo. “Estamos no patamar das joias ou vinhos caros. Nossa água é feita para quem busca uma experiência única”.
Os produtos da Ô Amazon Air Water são verdadeiras obras de arte. Um exemplo é a garrafa de 1,5 litro batizada de Vitória Régia, vendida por € 206 (cerca de R$ 1.100). Feita de âmbar, com rolha de vidro da República Tcheca, ela é produzida apenas em noites de lua cheia, em homenagem à lenda indígena da vitória-régia. Para o mercado de luxo, o próximo passo é leiloar uma edição especial dessa garrafa, adornada com 280 diamantes e ouro, com lance inicial de US$ 1 milhão.
“O mundo das águas finas é como o dos vinhos caríssimos. Quem gasta US$ 20 mil em um vinho não aceita beber água de uma garrafa comum”, argumenta Gonçalez.

A marca não opera no mercado tradicional. “Não vendemos água, despertamos desejo. Não damos descontos nem parcelamos. É um critério aprendido com as grandes marcas de luxo”, disse Gonçalez. A empresa tem lojas em Paris e Londres, além de uma sede em Nova York, e planeja expandir suas operações a partir de 2025.
A ambição de Gonçalez vai além das garrafas de água. Ele planeja construir uma experiência de luxo completa com um resort na Amazônia, que deve valorizar ainda mais a marca. “Já recusamos propostas de compra de até US$ 600 milhões. Estamos construindo um negócio que, em três anos, pode valer R$ 2,5 bilhões somente na divisão de águas”, afirmou.