Lula se reúne com aliados para fechar proposta de fim da escala 6x1 e jornada de 40h
Reunião em Brasília mira os últimos ajustes do texto; comissão especial foi convocada para votar parecer às 17h na Câmara.
Com a nova alta, a estimativa para o IPCA supera o limite superior da meta, de 4,5%, pela terceira semana seguida. Foi também a 11ª elevação consecutiva na projeção para a inflação deste ano, movimento que reflete a pressão sobre preços em meio ao encarecimento do petróleo e dos combustíveis, associado à guerra no Oriente Médio.
Expectativa para inflação passa de 5% e aumenta pressão sobre juros no Brasil.
Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil
O mercado também passou a projetar uma taxa Selic mais alta no fim de 2026. A expectativa para os juros básicos subiu de 13% para 13,25% ao ano. Para 2027, a previsão foi mantida em 11,25%, enquanto a projeção para 2028 permaneceu em 10%.
A Selic é o principal instrumento usado pelo Banco Central para tentar controlar a inflação. Juros mais altos tendem a encarecer o crédito, reduzir o consumo e segurar parte da pressão sobre os preços, mas também podem limitar o ritmo de crescimento da economia.
Na atividade econômica, a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB) de 2026 subiu de 1,85% para 1,89%. Para 2027, a estimativa caiu de 1,77% para 1,70%. Já para 2028, a expectativa foi mantida em 2%.
No câmbio, a previsão para o dólar ao fim de 2026 caiu de R$ 5,20 para R$ 5,17. Para 2027, a estimativa passou de R$ 5,27 para R$ 5,30. Em 2028, a projeção recuou de R$ 5,34 para R$ 5,30.
O Focus reúne semanalmente as estimativas de economistas e instituições financeiras para os principais indicadores da economia brasileira. As projeções de inflação são acompanhadas de perto porque ajudam a orientar as expectativas para os juros, investimentos, crédito e consumo nos próximos meses.