Julgamento de Dr. Jairinho e Monique é retomado após nova tentativa de adiamento

No 2º Tribunal do Júri da Capital, no Centro do Rio, a sessão trata das acusações ligadas à morte de Henry Borel, de 4 anos, em março de 2021.

25/05/2026 às 14:18 por Redação Plox

O julgamento do ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Dr. Jairinho, e de Monique Medeiros foi retomado nesta segunda-feira (25), no 2º Tribunal do Júri da Capital, no Centro do Rio de Janeiro, com nova tentativa de adiamento por parte do réu. A sessão analisa as acusações relacionadas à morte do menino Henry Borel, de 4 anos, ocorrida em março de 2021.

Caso Henry Borel Defesa de Jairinho abandona júri no início do julgamento •

Caso Henry Borel Defesa de Jairinho abandona júri no início do julgamento •

Foto: Redes Sociais | Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro


Pedido de adiamento e recuo no plenário

Segundo a Itatiaia, Jairinho alegou que não teria condições de ser julgado sem a presença do advogado Fabiano Lopes, que teria sofrido um infarto no último sábado. O réu afirmou que o defensor era o profissional com maior domínio sobre o processo. Pouco antes, porém, outro advogado da equipe, Zanone, havia declarado em plenário que a defesa estava pronta para seguir com o júri mesmo sem Fabiano.

Jairinho chegou a indicar que destituiria seus defensores, o que poderia levar a novo adiamento. Depois, voltou atrás e manteve a equipe jurídica, sob o argumento de evitar que a medida fosse interpretada como tentativa de impedir a realização do julgamento. O filho do ex-vereador, que também é advogado, foi incluído na defesa.

Juíza cobra andamento do processo

A juíza Elizabeth Machado Louro criticou as sucessivas interrupções do caso e afirmou que o tribunal e a sociedade aguardam uma resposta judicial. De acordo com a reportagem da Itatiaia, a magistrada destacou que não poderia prosseguir com o júri se os réus não estivessem devidamente representados, mas apontou que as tentativas de adiamento têm afetado o andamento do processo.

O julgamento começou por volta das 11h, com atraso em relação ao horário inicialmente previsto. A expectativa é que os trabalhos durem de cinco a dez dias, com oitiva de testemunhas, manifestações das partes, interrogatório dos réus e debates entre acusação e defesa.

Acusações contra Jairinho e Monique

De acordo com o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, Jairinho responde por homicídio qualificado por meio cruel e recurso que teria impossibilitado a defesa da vítima, com causa de aumento por Henry ser menor de 14 anos, além de torturas agravadas e coação no curso do processo. Monique responde por homicídio por omissão qualificado, torturas e coação no curso do processo, conforme a denúncia do Ministério Público.

Henry Borel morreu em 8 de março de 2021, no Rio de Janeiro. A acusação sustenta que o menino sofreu agressões no apartamento onde vivia com a mãe e o então padrasto, na Barra da Tijuca. As defesas negam as acusações. Caberá ao Conselho de Sentença decidir, ao fim do júri, se os réus serão condenados ou absolvidos.

Compartilhar a notícia

V e j a A g o r a